- O chanceler alemão Friedrich Merz disse que buscará parcerias estratégicas com a China durante viagem na próxima semana, para discutir cooperação europeia com a segunda maior economia do mundo, enquanto os EUA pressionam com tarifas.
- Em Passau, Merz afirmou que há interesse estratégico em parceiros que pensem e ajam como a Alemanha, para manter prosperidade e segurança social.
- Ele ressaltou que política externa e econômica não podem ser separadas e criticou a política tarifária dos Estados Unidos.
- Merz disse que a Europa pode agir unida diante de pressões comerciais e avisou que a União Europeia reagiria se Washington elevar tarifas novamente, citando o episódio com Groenlândia.
- A estratégia europeia, segundo ele, combina abrir portas a parcerias externas com coesão interna suficiente para se defender de medidas prejudiciais.
German Chancellor Friedrich Merz afirmou nesta quarta-feira que buscará parcerias estratégicas com a China durante viagem marcada para a próxima semana. O objetivo é discutir cooperação entre a Europa e a segunda maior economia do mundo em meio a pressões de tarifas nos EUA.
Merz ressaltou que há interesse estratégico em encontrar parceiros que compartilhem o mesmo modelo de atuação e que estejam dispostos a moldar o futuro junto, para manter a prosperidade e o nível de segurança social na Alemanha. As declarações ocorreram durante o tradicional encontro de Ash Wednesday do CDU, em Passau, Bayern.
Para ele, política externa e econômica não podem mais ser separadas. O chanceler criticou a política tarifária americana, dizendo que tarifas não devem substituir impostos domésticos como ferramenta de influência global. Ele afirmou que a Alemanha não acompanhará essa linha de atuação.
Política de tarifas e resposta europeia
Merz disse que, se Washington elevar tarifas novamente, a União Europeia reagirá de forma coordenada. O líder disse que a Europa tem mostrado capacidade de agir unida em crises recentes, como o conflito envolvendo a Groenlândia, e citou a necessidade de defesa comum frente a pressões tarifárias.
Ele afirmou ainda que a estratégia europeia envolve manter a mão estendida para cooperação, ao mesmo tempo em que se fortalece a coesão interna da UE para se defender de medidas indesejadas. O chanceler reforçou o compromisso com diálogo internacional.
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