- O caso Epstein abala a Noruega, atingindo a imagem da monarquia e a confiança nas instituições do país.
- A princesa herdeira consorte, Mette-Marit, manteve contato com Epstein entre 2011 e 2014, com troca de mensagens e encontros—including um período em Palm Beach; ela já pediu desculpas publicamente.
- Diplomatas de destaque, Mona Juul e Terje Rod-Larsen, são alvo de acusações de corrupção; documentos mostram viagens, imóveis e ligações com Epstein, além de associar figuras da elite ao magnata.
- O ex-primeiro ministro Thorbjorn Jagland foi indiciado por corrupção agravada; autoridades revelam vínculos extensos com Epstein e possíveis encontros em diversas ocasiões.
- O Parlamento criou uma comissão independente para investigar os vínculos de Epstein com políticos e diplomatas, enquanto a opinião pública aponta para perda de confiança no sistema político.
O caso Epstein abala a confiança nas instituições da Noruega, atingindo a casa real e figuras políticas e diplomáticas. Revelações sobre vínculos com o empresário americano chegam em meio a um cenário de escrutínio público sobre a integridade do poder.
As informações de mensagens entre Epstein e a princesa herdeira Mette-Marit indicam encontros entre 2011 e 2014, mesmo após condenação anterior do magnata. A relação foi formalmente negada pela Casa Real, que diz ter ocorrido apenas por acaso.
A imprensa internacional destaca que Mette-Marit encontrou Epstein em 2012, em San Bartolomé, caribe francês. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA sugerem planejamento cuidadoso de tais encontros, contrariando versões anteriores.
A colaboração entre a realeza e Epstein gerou críticas e pedidos de explicação pública. A princesa já se desculpou por sua amizade com Epstein, afirmando que decepcionou pessoas próximas e o público.
Paralelamente, o caso envolve amplos desdobramentos na elite política e diplomática noruega. Uma pesquisa de TV2 aponta que cerca de 80% dos adultos da Noruega consideram que as revelações abalaram a confiança no sistema político.
O primeiro ministro Thorbjorn Jagland foi alvo de investigação por corrupção agravada após a suspensão de sua imunidade pelo Conselho da Europa. Documentos indicam encontros e visitas a Epstein, além de elaborações sobre visitas futuras.
Mona Juul e Terje Rod-Larsen, diplomatas de longa data, também aparecem entre as figuras associadas a Epstein. Juul renunciou como embaixadora na Jordânia e no Iraque; Rod-Larsen é acusado de facilitar corrupção e de ter usado a ligação com Epstein para negócios e favorecimentos.
Casos envolvendo o Foro Econômico Mundial e figuras como Borge Brende, ex-ministro de Exteriores, ficaram sob escrutínio. Registros revelam conversas sobre Davos como alternativa à ONU e contatos em Nova York entre 2018 e 2019.
O Parlamento criou uma comissão independente para investigar os vínculos de Epstein com políticos e diplomáticos. A composição e o mandato permanecem a ser definidas, com pedidos para ouvir ministros de Exteriores dos últimos 20 anos.
Analistas destacam que a situação é desafiadora para a imagem internacional da Noruega. A crise envolve a princesa, o Ministério de Exteriores e a confiança pública em instituições. A evolução dependerá de apurações oficiais futuras.
As revelações também alimentam debates sobre a necessidade de maior transparência e responsabilidade entre elites. O tema permanece sob estreita vigilância da imprensa, da sociedade civil e das autoridades.
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