- Keir Starmer afirmou que a Grã-Bretanha precisa acelerar os gastos com defesa, após questionamento sobre a possibilidade de elevar o orçamento a 3% do PIB em 2029.
- A declaração gerou interpretação inicial de apoio à meta de 3%, mas fontes de Downing Street esclareceram que não é provável chegar a esse patamar antes da próxima eleição.
- A discrepância ocorre em meio a atrito entre o Ministério da Defesa e o Tesouro sobre o financiamento do Defence Investment Plan, com data de publicação ainda sem definição.
- Prevê-se que os gastos com defesa cheguem a 2,4% do PIB em 2025 e subam a 3,5% até 2035, conforme metas da OTAN, com a maior parte dos aumentos prevista para o próximo parlamento.
- Uma elevação de 3% até 2029 implicaria um aumento real de cerca de £ 15 bilhões no orçamento, em várias fases.
Keir Starmer afirmou que a Grã-Bretanha precisa acelerar os gastos com defesa, mas fontes de Downing Street dizem que isso não significa um aumento para 3% do PIB antes das próximas eleições. O comentário veio durante uma entrevista coletiva no sudoeste de Londres.
O premiê foi questionado sobre um relato da BBC que sugeria desejo de elevar o orçamento de defesa para 3% do PIB até 2029. Starmer apontou a ameaça russa como clara e persistente, mesmo que a guerra na Ucrânia possa terminar.
Ele enfatizou que “precisamos acelerar” os investimentos em defesa, o que inicialmente gerou leitura de apoio à meta de 3%. Contudo, as fontes oficiais esclareceram que não está definido esse montante, indicando que o aumento pode ocorrer por meio de caminhos diferentes.
Contexto: disputa entre MoD e Tesouro sobre o financiamento do Defence Investment Plan. O plano, originalmente para ser divulgado no ano passado, ainda não tem data de publicação definida. A defesa tem previsão de 2,4% do PIB em 2025, com 3,5% projetados para 2035 conforme metas da Otan.
Especialistas destacam que elevar o gasto para 3% exigiria aumento real de aproximadamente 15 bilhões de libras, com impactos orçamentários significativos. O governo tem dito que há espaço para “ir mais rápido” sem fixar o valor final imediatamente.
Em 2025, o déficit de defesa está alinhado com o crescimento previsto da política de segurança nacional. Analistas observam que a agenda pode depender de negociações entre o Ministério da Defesa e o Tesouro para sustentar a estratégia de longo prazo.
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