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Polícia francesa investiga morte de ativista de extrema-direita em Lyon

Polícia francesa abre investigação de homicídio após morte do ativista de ultradireita Quentin Deranque em Lyon; ataque aumenta tensões políticas

The death of Quentin Deranque, 23, has inflamed political divisions in France before upcoming municipal elections and next year’s presidential elections.
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  • A polícia francesa abriu investigação por homicídio após Quentin Deranque, 23 anos, morrer de lesão cerebral causada por agressão durante protesto em Lyon.
  • O procurador de Lyon, Thierry Dran, informou que Deranque foi agredido por pelo menos seis indivíduos mascarados; não houve prisões até o momento.
  • A agressão ocorreu próximo a um protesto contra uma conferência na Sciences Po Lyon, que contou com a presença da eurodeputada Rima Hassan, ligada ao partido La France Insoumise.
  • A morte acirrou as tensões políticas no país, já que há eleições municipais iminentes e a atuação do grupo de oposição tem gerado debates sobre violência política.
  • Testemunhas e imagens de TV mostraram agressões a pessoas no chão; uma testemunha afirmou ter visto pessoas sendo atingidas com barras de ferro.

Quentin Deranque, 23 anos, que assistia a uma manifestação, morreu no fim de semana após levar uma agressão que deixou a Brasil? Não, é França. Ele sofreu lesões cerebrais graves durante o ataque que elevou tensões políticas no país. A investigação investigou homicídio, segundo a promotoria de Lyon.

O Ministério Público de Lyon informou que Deranque foi agredido por pelo menos seis indivíduos mascarados. A polícia trabalha para identificar suspeitos e ainda não houve prisões até o momento. A vítima era estudante de matemática.

O ataque ocorreu na quinta-feira, às margens de um protesto contra uma conferência promovida na Sciences Po Lyon, com a participação de Rima Hassan, eurodeputada da La France Insoumise, de esquerda.

Contexto e Investigações

O coletivo Nemesis, próximo à direita radical, organizava o protesto contra a conferência. A versão da família aponta que Deranque estava presente para garantir a segurança dos membros da Nemesis e foi atacado por pessoas organizadas e treinadas.

A promotoria informou que Deranque não fazia parte da segurança de nenhuma organização e não tinha antecedentes. Entrevistas a veículos franceses destacam o caráter ambíguo do confronto e a gravidade das agressões.

O caso reacende o debate político antes das eleições municipais e da próxima eleição presidencial. O governo classificou a violência como responsável por climas de tensão e pediu responsabilidades legais aos autores.

Demonstrativos em memória de Deranque ocorreram em Montpellier e Paris. Em Paris, manifestantes exibiram um banner contra a suposta violência de antifas. A deputada Éric Coquerel condenou toda violência política, ressaltando que os agressores não representam a LFI.

O presidente Emmanuel Macron comentou pela redes sociais a necessidade de justiça, pedindo tranquilidade e respeitabilidade, citando que a justiça deve atuar com rigor.

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