- O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, anunciou planos de mudar a lei para proteger ministros de suspensão durante investigações criminais.
- A oposição acusa Rama de tentar se beneficiar e de prejudicar a independência do Judiciário.
- A deputada Belinda Balluku, aliada de Rama, foi suspensa pelo tribunal em novembro após ser indiciada pelo SPAK por suposta interferência em licitação de obras de infraestrutura.
- O SPAK pediu à Assembleia a revogação da imunidade de Balluku para permitir sua prisão; Rama acusa excesso judicial em medidas prévias de detenção.
- A Albânia busca ingressar na União Europeia até 2030, mas o bloco exige mais combate à criminalidade e à corrupção; o tema gerou protestos da oposição.
Albania vive hoje mais uma disputa entre governo e Judiciário. O premiê Edi Rama anunciou que o governo vai propor mudanças na lei para proteger ministros da suspensão durante investigações criminais. A medida é vista pelo oposicionismo como tentativa de beneficiar Rama.
Balluku, ex-ministra de Infraestrutura e atual vice-líder do governo, teve a imunidade suspendida pela justiça após ser indiciada pela SPAK. A promotoria a acusa de envolvimento em irregularidades em licitações de obras públicas, o que a defesa nega.
O caso já envolve tensões institucionais. A SPAK pediu a retirada da imunidade de Balluku para permitir a detenção, enquanto Rama reclama de excesso judicial, sobretudo em prisões preventivas. A bancada governista detém maioria no parlamento.
Rama disse aos seus correligionários que a demissão de um ministro afeta todo o funcionamento do órgão. A oposição tem realizado protestos em Tirana, argumentando que as mudanças visam favorecer o premiê em detrimento da independência do Judiciário.
Albania busca, desde já, a adesão à União Europeia até 2030. O bloco exige maior combate à criminalidade e à corrupção. O debate sobre imunidade chega em meio a críticas a procedimentos judiciais e especulações sobre o tempo de tramitação no parlamento.
Entre na conversa da comunidade