- O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araqchi, disse que vai se encontrar na segunda-feira, em Genebra, com o diretor da AIEA, Rafael Grossi, para discussões técnicas.
- O encontro ocorre um dia antes da segunda rodada das negociações entre EUA e Irã em Genebra sobre o programa nuclear iraniano.
- Washington quer ampliar as conversas para questões não nucleares; Teerã diz que discutirá apenas limitações nucleares em troca de sanções, mantendo a rejeição a zerar o enriquecimento.
- Araqchi informou que estará acompanhado de especialistas nucleares para as discussões técnicas profundas.
- A AIEA tem pressionado o Irã a esclarecer o destino de 440 quilogramas de urânio altamente enriquecido e a permitir inspeções, inclusive em sites bombardeados no passado.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que se reunirá com o diretor do IAEA, Rafael Grossi, na segunda-feira, em Genebra. A reunião ocorre um dia antes da segunda rodada de negociações entre EUA e Irã em Genebra. O objetivo é abordar o acordo nuclear e evitar confronto.
Araqchi disse estar em Genebra com propostas reais para um acordo justo e equitativo, recusando submissão sob ameaças. As negociações visam restringir o programa nuclear iraniano em troca de alivio de sanções, sem aceitar enriquecimento zero.
Washington pressiona para ampliar o foco para questões não nucleares, como estoques de mísseis, enquanto Teerã quer tratar apenas de restrições nucleares em troca de sanções. O Irã sustenta que seu programa é para fins civis e busca confiança de que enriquecimento permanece pacífico.
Contexto e próximos passos
O IAEA tem pedido há meses esclarecimentos sobre o peso de urânio altamente enriquecido do Irã, após ataques israelenses e ações dos EUA. A agência também quer retomar inspeções plenas, incluindo instalações bombardeadas em Natanz, Fordow e Isfahan.
O Irã já autorizou inspeções em instalações declaradas não atingidas, mas condiciona o retorno de visitas às zonas bombardeadas à clareza sobre a posição da IAEA. Um acordo de Cairo, em setembro, foi abandonado por Teerã.
As negociações atuais ocorrem em meio a tensões regionais, com a presença de navios de guerra dos EUA no Golfo e a possibilidade de confronto militar. O Irã diz manter o programa sob supervisão civil e busca confiança para avançar.
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