- O ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Lin Chia-lung, afirmou que a China é a real ameaça à segurança e que o país não pertence à República Popular da China, rejeitando a soberania chinesa sobre Taiwan.
- Lin rebateu os comentários do ministro chinês, Wang Yi, feitos no Munich Security Conference, sobre manter a Carta das Nações Unidas e evitar a separação de Taiwan.
- Segundo Lin, a China tem promovido provocações militares ao redor de Taiwan e violado repetidamente os princípios da Carta das Nações Unidas, exibindo uma mentalidade hegemônica.
- Taiwan sustenta que Taiwan foi entregue pela Japão à República da China em 1945, não à República Popular da China, e que Beijing não tem direito à soberania sobre a ilha.
- O reporte aponta que oficiais taiwaneses seniores, como Lin, não foram convidados a participar do Munich Conference.
Taipei rejeita a leitura de Pequim sobre Taiwan e aponta que a maior ameaça à segurança é a China. A declaração veio em resposta a um discurso do chefe da diplomacia chinesa na Conferência de Segurança de Munique, no fim de semana.
O governo de Taiwan sustenta que a soberania da ilha nunca pertenceu à República Popular da China e que apenas o povo taiwanês pode decidir seu futuro. A posição é usada para contestar reivindicações de Beijing sobre a ilha.
Segundo o relato, o ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Lin Chia-lung, afirmou que a China tem promovido provocações militares em áreas ao redor de Taiwan e violado princípios da Carta das Nações Unidas ao longo do tempo, em contraste com o que diz defender com as palavras.
A China afirma que Taiwan foi devolvida à sua jurisdição após a Segunda Guerra Mundial e acusa quem contesta esse status de desafiar a ordem internacional. Em Taipei, a visão é de que a ilha foi transferida à República da China, não à PRC.
Na crônica dos fatos, a China mantém atividades militares diárias próximas a Taiwan, inclusive com exercícios de grande escala. Lin lembrou ainda que autoridades taiwanesas de alto escalão, como ele, não foram convidadas para o encontro de Munique.
A contextualização histórica aponta que a República da China migrou para Taiwan em 1949 após a guerra civil, estabelecendo o nome formal atual da ilha. O texto destaca que Beijing não reconhece esse status desde então.
A reportagem ressalta ainda que a transmissão foi conduzida por Ben Blanchard, com edição de William Mallard, mantendo a linha de neutralidade e veracidade das informações.
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