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Reino Unido e aliados expõem plano do Kremlin na morte de Navalny

Reino Unido e aliados dizem ter encontrado evidências de envenenamento de Navalny com toxina letal, apontando o regime russo como responsável

Yvette Cooper at the 62nd Munich Security Conference yesterday
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  • A secretária britânica de Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou que, em dois anos desde a morte de Navalny, a UE e parceiros buscam evidências e a verdade.
  • A avaliação conjunta de Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos aponta que houve um tóxico leal encontrado no corpo de Alexei Navalny, com Rússia A possível autora do ataque.
  • As potências destacaram que apenas o regime russo teria motivo, meios e oportunidade para aplicar o veneno enquanto Navalny estava preso na Rússia.
  • Os países informaram a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) sobre a violação da Convenção de Armas Químicas.
  • Navalny morreu em fevereiro de 2024, em uma penitenciária remota no Ártico, cumprindo pena de 19 anos por extremismo, em meio a acusações vistas como politicamente motivadas.

Cooper afirma que Reino Unido e aliados expuseram o que chama de plano bárbaro de Kremlin envolvendo a morte de Navalny. Em entrevista à Sky News desde Munique, a ministra britânica das Relações Exteriores disse que, dois anos após o anúncio, trabalham com parceiros europeus para buscar evidências e a verdade.

Segundo ela, análises de amostras encontradas no corpo de Alexei Navalny apontam a presença de um toxins letal, cuja aplicação ocorreria apenas pelo Estado russo, durante o período em que o opositor estava preso. A justificativa seria silenciar um crítico do regime de Vladimir Putin.

Cooper informou que o grupo de países, incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos, concluiu que houve uso de um veneno associado a uma toxina de sapo. A avaliação levou à comunicação de uma denúncia à Organização para a Proibição de Armas Químicas.

A denúncia ocorre no contexto da morte de Navalny, em fevereiro de 2024, em uma penitenciária remota no Ártico, onde o oposicionista cumpria uma pena de 19 anos por acusações de extremismo, amplamente vistas como politicamente motivadas.

Durante a fala na Conferência de Segurança de Munique, a britânica afirmou que apenas o governo russo tinha meios, motivação e oportunidade para realizar o ataque enquanto Navalny estava detido na Rússia.

As autoridades de Moscou contestaram a avaliação, chamando-a de campanha de informação. As informações chegaram após análises de materiais coletados no corpo do oposicionista.

As informações sobre o caso chegaram a público pela imprensa britânica e foram citadas como resultado de cooperação entre ministérios de vários países. O desdobramento envolve a possível denúncia internacional por violação à Convenção sobre as Armas Químicas.

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