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Polícia tunisiana prende Olfa Hamdi no aeroporto

Polícia tunisiana detém Olfa Hamdi ao chegar ao aeroporto principal, em meio a repressão a opositores e críticas a Saied

Olfa Hamdi arriving at Tunis airport
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  • A polícia tunisiana deteve Olfa Hamdi, líder do partido Terceira República, ao desembarcar no aeroporto principal do país, em 15 de fevereiro.
  • Hamdi reside no exterior e já foi CEO da Tunisair; ela criticava o governo de Kais Saied e pediu um governo de transição e eleições presidenciais antecipadas.
  • A prisão é vista pela oposição como parte de um cerco mais amplo a vozes críticas, em meio à polarização desde que Saied assumiu poderes em 2021.
  • Autoridades não comentaram o caso até o momento; a Reuters não conseguiu contato com o advogado de Hamdi nem com familiares.
  • No começo de fevereiro, a polícia já havia prendido um membro do parlamento conhecido por debochar do presidente, em meio a críticas sobre tentativas de silenciar opositores.

Tunisian police detiveram Olfa Hamdi, figura oposicionista, quando ela chegava ao principal aeroporto do país neste domingo, segundo a mídia local. Hamdi é líder do partido Terceira República e residia no exterior, tendo atuado anteriormente como CEO da Tunisair.

A prisão ocorreu logo após desembarcar de um voo, em meio a críticas do grupo oposicionista sobre o governo de Kaïs Saied. Hamdi tem feito críticas ao regime e defendido a formação de um governo de transição e eleições presidenciais antecipadas.

Onda de repressão

Autoridades ainda não se manifestaram sobre o caso. A Reuters não conseguiu contatar nem o advogado nem parentes da líder oposicionista. Em fevereiro, a polícia prendeu um deputado conhecido por zombar do presidente, em operação que opositores qualificam como tentativa de silenciar vozes críticas.

Contexto político

Críticos afirmam que a Tunísia vive polarização acentuada desde que Saied assumiu poderes ampliados em 2021, movimento que muitos descrevem como golpe. Saied nega ser ditador, defendendo que a lei vale para todos, independentemente da posição. Diversos opositores, ativistas e jornalistas permanecem atrás das grades.

Fonte: Reuters, com apuração de Tarek Amara. Edição de Christina Fincher.

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