- O gabinete de Israel aprovou iniciar o registro de terras na Cisjordânia, facilitando a compra por colonos, em meio a medidas para ampliar o controle sobre a região ocupada.
- A Autoridade Palestina chamou a decisão de “de-facto annexação” e afirmou que representa o início de planos para consolidar a ocupação por meio de atividades de assentamento.
- O registro de terras é o primeiro desde 1967; o governo diz que a medida é necessária para assegurar controle, aplicação da lei e proteger cidadãos.
- O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que a ação faz parte da “revolução dos assentamentos” e fortalece o domínio de Israel sobre todo o território. O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que é uma medida de segurança vital.
- A decisão ocorre em meio a um conjunto de medidas anunciadas neste mês para ampliar o poder sobre a Cisjordânia; a comunidade internacional tem opiniões divergentes sobre a ocupação e o papel dos EUA nesse cenário.
O gabinete israelense aprovou neste domingo medidas para ampliar o controle sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras por colonos. A iniciativa é vista pelos palestinos como uma de-facto anexação.
A decisão ocorreu em meio a um calendário político delicado em Israel, com eleições marcadas para este ano. O governo pretende dar continuidade ao esforço de assentamentos, ampliando a presença em áreas de maior controvérsia.
Ministros aprovaram o início de um processo de registro de terras pela primeira vez desde 1967. A medida visa consolidar a posse sobre áreas disputadas e reduzir lacunas legais para transações de terra.
Bezalel Smotrich, ministro das Finanças e figura-chave do setor ultranacionalista, afirmou que a medida fortalece o controle sobre todas as partes do território. O ministro da Defesa, Israel Katz, reforçou o aspecto de segurança da iniciativa.
O governo descreveu o registro de terras como resposta a processos considerados ilegais promovidos pela Autoridade Palestina e como forma de encerrar disputas administrativas. O PA contestou a decisão.
A presidência da Autoridade Palestina chamou a medida de de-facto anexação do território ocupado e alertou para planos de anexação por meio de assentamentos. A posição palestina mantém resistência formal à mudança de status da região.
Observadores destacam que a medida amplia um conjunto de ações anunciadas no mês para ampliar o controle sobre a West Bank. Analistas ressaltam impactos legais, demográficos e políticos na região.
(Observação: fontes citadas citam que a posição internacional varia, com diferentes leituras sobre lições legais e de segurança.)
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