- Jake Harvey relata ter sido informado, no hospital em Denpasar, que tinha duas horas para retirar o corpo do pai, Wayne Harvey, após a morte ocorrida em 7 de janeiro de 2023; ele precisou remover tubos e o cateter.
- Wayne morreu após complicações decorrentes de cirurgia — o hospital era descrito como pouco higienizado, com infecção septicêmica possível.
- Jake tentou auxílio da Embaixada/Consulado da Austrália 24 horas, mas não localizaram o passaporte do pai a tempo de facilitar uma transferência hospitalar.
- O consulado ofereceu apoio apenas após a morte, durante o funeral; Jake critica a demora e o silêncio, dizendo que teria ajudado se tivesse recebido atendimento inicial.
- O Departamento de Relações Exteriores australiano (DFAT) realizou uma revisão interna, afirmou que o caso seguiu procedimentos consulares, e divulgou melhorias de comunicação; pediu desculpas formal em outubro de 2025.
Jake Harvey relatou que foi informado, no hospital Puri Raharja, em Denpasar, Bali, que tinha apenas duas horas para retirar o corpo do pai, Wayne Harvey, da sala de terapia intensiva após a morte. O envio ocorreu em 7 de janeiro de 2023.
Wayne faleceu após deterioração rápida durante o tratamento, segundo o relato de Jake. A família enfrentou condições sanitárias precárias no hospital, com relatos de gatos no setor e médico com roupas sujas de sangue.
Falha de assistência consular
Harveys tentou obter ajuda do consulado australiano em Denpasar para transferir o pai para um hospital de padrão australiano, com a necessidade de apresentar o passaporte. O acesso à transferência ficou travado por questões de documentação durante quase duas semanas.
Em 3 de janeiro, Jake enviou e-mails pedindo informações sobre a transferência. O consulado não discutiu o estado de saúde de Wayne, limitando-se a encaminhar links gerais. Contatos diretos não foram respondidos.
O passaporte do pai foi encontrado apenas após a chegada de Jake a Bali em 5 de janeiro, mas já era tarde para a transferência, que não pôde ocorrer. Wayne morreu no dia 7 de janeiro no hospital Bali.
Após a morte, o consulado ofereceu apoio para funeral, mas Jake relatou que a ajuda chegou tardiamente. Ele descreveu o momento como surreal e afirmou não ter recebido assistência útil quando mais precisava.
Em outubro de 2025, o governo australiano reconheceu falhas no atendimento ao caso, enviando uma carta de desculpas. A comunicação com a família foi considerada insatisfatória, especialmente durante feriados.
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