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Europa avança no desenho de nova arquitetura de segurança própria

Europa avança na arquitetura de segurança comum, ampliando cooperação nuclear e estreitando vínculos com o Reino Unido, sinal de mudança estratégica

De izquierda a derecha el primer ministro británico, Keir Starmer, asiste a una reunión trilateral con el canciller alemán, Friedrich Merz, y el presidente francés, Emmanuel Macron, en la Conferencia de Seguridad de Múnich, el 13 de febrero.
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  • Na Conferência de Segurança de Munique, sinalizam-se novos esquemas de cooperação em defesa, tanto no âmbito convencional quanto nuclear, com Alemanha e França iniciando conversas sobre estender o guarda nuclear francês.
  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, indicaram vontade de aprofundar a cooperação entre a União Europeia e o Reino Unido.
  • A ideia de projetar o escudo nuclear francês para escala europeia ganha impulso, após Alemanha decidir entrar no debate; ainda não há objetivos definidos, e há cautela sobre o alcance.
  • Zelenski afirmou que Europa não está plenamente na mesa das negociações sobre Ucrânia; Macron pediu participação europeia e há discussões sobre garantias de segurança para um possível alto o fogo, com ceticismo sobre a disposição russa.
  • Starmer disse que a Europa deve construir poder duro e uma OTAN mais europeia; o Reino Unido planeja usar o porta-aviões Prince of Wales neste ano, em operação coordenada com parceiros, com o papel dos EUA em garantias legais ainda sendo considerado.

A Conferência de Segurança de Munique recebeu sinais claros de que países europeus avançam na criação de um novo arcabouço de defesa, tanto em termos convencionais quanto nucleares. A abertura do diálogo entre Alemanha e França sobre ampliar o paraguas nuclear francês ganhou força, com anúncios feitos durante o encontro.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enfatizou a disposição de aprofundar a cooperação com o Reino Unido, sinalizando um estreitamento entre a UE e o governo britânico. Por sua vez, o primeiro-ministro Keir Starmer ressaltou a importância de um Europe unida para enfrentar ameaças contemporâneas.

A discussão nuclear, ainda em estágio inicial, ocorre no contexto de complementar o escopo da proteção americana sob a OTAN. Mesmo sem objetivos definidos, o tema representa uma mudança estratégica relevante para a segurança europeia.

Mudança de época e cooperação UE-UK

O debate sobre ampliar a proteção com um escudo europeu de defesa já é discutido há anos, mas ganhou novo impulso com a aceitação de que as garantias precisam passar pela colaboração entre países europeus. A agenda também aponta para maior coordenação em capacidades estratégicas na área de espaço, inteligência e operações de ataque em profundidade.

Volodímir Zelenski destacou, durante a sessão, que a Europa não pode ficar fora das negociações sobre Ucrânia. O presidente ucraniano enfatizou a necessidade de participação europeia direta nas tratativas e na arquitetura de segurança do continente.

Garantias de segurança e papel dos Estados Unidos

Os europeus consideram essencial manter o envolvimento dos EUA para assegurar garantias legalmente vinculantes em qualquer acordo de paz ou cessar-fogo com vistos para a região. A perspectiva é que a implementação prática esteja cada vez mais a cargo dos europeus, com diferentes graus de dificuldade conforme a configuração territorial de um possível acordo.

O primeiro-ministro britânico destacou que a construção de poder duro é necessária para dissuadir agressões. Em sua fala, reforçou a ideia de uma Europa mais autônoma, capaz de atuar de forma conjunta em defesa, indústria e tecnologia, fortalecendo vínculos com a OTAN.

Desafios e próximos passos

Analistas destacam que a transformação anunciada exige compromissos financeiros, harmonização de políticas e confiança entre Estados membros. Embora haja apoio político, a execução prática permanece complexa, com a necessidade de mecanismos confiáveis de cooperação entre UE, Reino Unido e aliados.

O diretor de um instituto de estudos de segurança reiterou que a unidade europeia favorece resultados diplomáticos mais robustos. Ele ressaltou que ações coordenadas, apoiadas por recursos, podem consolidar objetivos estratégicos em defesa e política externa.

Perspectiva de longo prazo

Ao longo da Conferência, a visão comum é de uma Europa fortalecida, capaz de atuar com maior independência estratégica, sem abrir mão de parcerias. A direção apontada envolve ampliar capacidades, reduzir dependências externas e avançar em uma estrutura de segurança europeia mais integrada, com cooperação estreita entre os membros.

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