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Merz cita ordem mundial em destruição e acena ao Brasil

Merz afirma que a ordem mundial baseada em direitos e regras está em destruição e sinaliza parcerias com o Brasil para novo eixo global

Friedrich Merz, o primeiro-ministro da Alemanha. Foto: Adem ALTAN / AFP
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  • Em Munique, o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que a ordem mundial baseada em direitos e regras está em destruição, em meio à disputa pela hegemonia entre Estados Unidos, Rússia e China.
  • Ele disse que a Europa precisa buscar novas parcerias, citando Brasil entre os países que devem desempenhar papel essencial, junto com Canadá, Japão, Turquia, Índia, África do Sul e países do Golfo.
  • Merz destacou que acordos com essas nações não exigem concordância total de valores, e mencionou a conclusão do acordo UE-Mercosul, que enfrenta resistência francesa.
  • O líder alemão classificou a guerra na Ucrânia, o revisionismo russo e a atuação da China como exemplos de uma nova política mundial, afirmando que o mundo não está mais em unipolaridade.
  • Sobre os EUA de Donald Trump, Merz citou falas do vice-presidente americano JD Vance e afirmou divergências, defendendo livre comércio, compromissos climáticos e cooperação em saúde, reforçando a parceria transatlântica.

O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que a ordem mundial baseada em direitos e regras está sob destruição, em meio à disputa pela hegemonia global entre EUA, Rússia e China. O comentário ocorreu na abertura da 62ª Conferência de Segurança de Munique, com participação de dezenas de chefes de Estado.

Merz destacou que a integração europeia e alianças como a Otan não são suficientes para preservar liberdades. Segundo ele, novos parceiros como Canadá, Japão, Turquia, Índia, Brasil e outros passam a ter papel central na configuração internacional.

O líder alemão citou a atuação da “guerra brutal” na Ucrânia e o revisionismo russo, associando ainda a ambição global chinesa e a postura dos EUA, sob Donald Trump. Ele afirmou que o momento não é de convivência com velhas certezas.

Segundo Merz, o mundo saiu de uma era de unipolaridade. Em Munique, ele ressaltou a necessidade de relações pragmáticas com países que não compartilham todos os valores, inclusive para avanços comerciais.

Em relação aos EUA, o chanceler afirmou haver diferenças com a política atual, citando comentários do vice-presidente JD Vance sobre uma eventual fenda entre Europa e Washington. Apoiou, porém, a cooperação transatlântica.

Merz pediu que a parceria com o Brasil seja encarada como caminho para novos acordos internacionais, sem exigir concordância total de interesses. A fala ocorreu durante a conferência, que segue com a presença de líderes globais.

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