- O presidente Donald Trump disse a tropas em Fort Bragg que o Irã tem sido “dificuldade” nas negociações nucleares e que instilar medo pode ser necessário para resolver o impasse.
- Ele afirmou que, às vezes, é preciso ter medo para que a situação seja resolvida, citando a presença de uma segunda porta-aviões a caminho do Oriente Médio.
- Trump lembrou o bombardeio de alvos nucleares do Irã no passado e disse que o envio do porta-aviões mais poderoso do mundo visa deixá-lo pronto se as negociações falharem.
- Oman facilitou, na semana passada, conversas entre Irã e EUA, que segundo um porta-voz iraniano mostraram consenso suficiente para manter a diplomacia; data da próxima rodada não foi divulgada.
- O presidente foi a Fort Bragg para encontrar forças especiais após a operação de 3 de janeiro que prendeu Nicolás Maduro, com avanços pretendidos sobre a indústria de petróleo venezuelana.
O presidente Donald Trump informou tropas norte-americanas, em Fort Bragg, Carolina do Norte, que as negociações nucleares com o Irã têm sido difíceis e que usar o medo pode ser necessário para encerrar o impasse de modo pacífico. A declaração ocorreu durante um discurso a militares em serviço ativo.
Trump afirmou que o Irã tem dificultado o acordo e citou a necessidade de manter pressão para que a situação seja resolvida. O discurso ocorreu após a confirmação de que um segundo porta-aviões seria enviado ao Oriente Médio, segundo autoridades dos EUA.
O presidente também lembrou a ofensiva de bombardeios dos EUA contra alvos nucleares iranianos no ano anterior e disse que a presença naval seria para garantir prontidão caso as negociações com o Irã falhem. A medida visa fortalecer a posição em eventual falha diplomática.
Antes, o governo de Omã facilitou conversas entre EUA e Irã na semana passada, com o objetivo de avaliar a seriedade de Washington e manter o diálogo diplomático em curso. Ainda não há data ou local definidos para o próximo ciclo de negociações.
Durante a visita, Trump encontrou também forças especiais envolvidas na operação de janeiro para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Maduro nega irregularidades e contesta a legitimidade de sua liderança, enquanto Washington busca influenciar o setor petrolífero do país.
Fort Bragg, que abriga cerca de 50 mil militares, fica em um estado-chave politicamente. Na Carolina do Norte, disputas eleitorais devem definir vagas no Senado e na Câmara nas eleições de novembro, além de influenciar o cenário para 2028.
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