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Sem água, sem energia e crianças nas ruas de Cuba; motivos para ficar

Cuba enfrenta apagões, lixo nas ruas e crianças pedindo comida, sinalizando o fim de uma era revolucionária e o aumento da migração

Ruaridh Nicoll with his son, Santiago, on the Malecón in Havana.
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  • A economia de Cuba encolheu cerca de 11% entre 2019 e 2024, com queda adicional de 5% até setembro de 2025, enquanto a cidade enfrenta cortes de energia, lixo nas ruas e aumento de pessoas que pedem comida nas vias.
  • O governo atribui a crise ao embargo dos EUA e a políticas centrais, com a unificação de moedas em 2021 precipitando hiperinflação, salários no setor estatal e pensões perdendo valor e medicamentos escassos.
  • Estima-se que até dois milhões de cubanos tenham emigrado, principalmente profissionais e jovens, com muitas famílias mantendo vínculos no exterior, enquanto o país enfrenta queda na qualidade de vida.
  • A violência de protestos e o endurecimento de punições comuns aumentam a sensação de estagnação, apesar de ainda haver apoio entre alguns setores à ideia de socialismo, com necessidade de diálogo sobre os problemas.
  • A reportagem acompanha a história familiar de Felix Valdés García, cuja plantação de 800 hectares foi destruída durante a Revolução, e o símbolo de plantar uma laranjeira como resposta à devastação.

A crise econômica em Cuba se agrava, com quedas profundas no PIB, falta de energia eléctrica e de água potável, além de acúmulo de lixo nas ruas. A reportagem acompanha famílias que vivem o dia a dia sob cortes de energia e dificuldades de consumo básico, em meio a tensões políticas internas e externas.

A narrativa acompanha relatos de cubanos que testemunham a deterioração das condições de vida desde 2019, com impactos em saúde, alimentação e educação. A economia encolheu nos últimos anos, e muitos apontam falhas de políticas estatais que mantiveram o controle over o mercado.

A viagem pelo país revela cidades com apagões frequentes, comércio reduzido e uma emigração em ascensão. Em Vars, pouco dinheiro circula; bens importados ficam caríssimos ou indisponíveis. O temor é de que a pobreza se instale como norma cotidiana.

Contexto econômico e social

O lay de 2024 a 2025 mostra cortes de energia que afetam hospitais, escolas e lares. Falta combustível e serviços públicos se degradam, enquanto a inflação corrói salários e pensões. A população convive com incerteza sobre o amanhã.

A família entrevistada descreve como a água não chega regularmente e como a coleta de lixo acarreta doenças e mal-estar. A percepção é de que o Estado, diante de restrições, não tem resposta eficaz para a crise.

Documento de emigração aponta que milhões tentam deixar o país, buscando oportunidades no exterior. A presença de uma diáspora cubana consolidada influencia debates sobre política, economia e futuro da ilha.

Perspectivas e relatos pessoais

Profissionais da educação e da saúde relatam quedas em serviços e na qualidade de vida. Médicos atuam em condições desafiadoras, com equipamentos limitados e alta demanda. A humanização do cotidiano persiste, apesar das dificuldades.

Em meio aos desafios, seguem relatos de cidadãos que defendem a educação e a cultura como legado da Revolução. Observadores internacionais destacam a necessidade de diálogo sobre melhorias econômicas, sem abrir mão de direitos sociais.

Olhar internacional e história recente

A comparação com períodos de crise anteriores é comum, mas especialistas ressaltam que as dinâmicas são distintas. A influência de políticas externas e de alianças antigas continua a moldar o cenário cubano, com impactos diretos na vida cotidiana.

A reportagem aponta que, embora haja resistência ao pessimismo, muitos cubanos questionam a viabilidade de soluções atuais. O debate sobre o futuro econômico do país permanece aberto, sem conclusões simples.

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