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Presidente interina da Venezuela promete eleições livres

Delcy Rodríguez promete eleições livres na Venezuela, condicionadas ao diálogo político e à normalização das sanções internacionais

Delcy Rodríguez, vice de Maduro e presidente interina, parece ter topado o roteiro trumpista – Imagem: Juan Barreto/AFP
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  • Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, afirmou que pretende realizar eleições justas e livres, com o calendário definido pelo diálogo político no país.
  • Ela disse estar encarregada da presidência e ressaltou que Maduro continua considerado presidente legítimo, ainda que esteja preso em Nova York.
  • Segundo a dirigente, a convocação de eleições pode abrir caminho para o país ficar livre de sanções internacionais.
  • Delcy citou que há desinformação sobre a Venezuela e que o governo revisa contratos antigos com Washington para determinar responsabilidades no setor petroleiro.
  • A maior parte do petróleo venezuelano exportado desde janeiro tem ido aos Estados Unidos, gerando pelo menos 500 milhões de dólares em receita, segundo a entrevistada.

Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, afirmou àNBC que pretende realizar eleições “justas e livres” no país. A entrevista foi exibida nesta quinta-feira (12). Ela disse que o calendário eleitoral será definido pelo diálogo político no país.

A dirigente ressaltou que o governo busca um processo eleitoral que atenda às expectativas da população. A declaração ocorreu em meio a controvérsias anteriores sobre as votações, incluindo denúncias de irregularidades na eleição de 2024 por parte da oposição.

Na fala, Rodríguez reafirmou que Nicolás Maduro continua sendo o presidente legítimo, segundo ela, enquanto Delcy está encarregada da presidência. Questionada sobre quem governa, ela insinuou que o poder está no governo vigente, com EUA e aliados mantendo pressão internacional.

Diálogo com Washington e sanções

A presidente interina afirmou que a realização de eleições também seria acompanhada pela possibilidade de o país sair de sanções internacionais, sob o argumento de justiça para a Venezuela e seu povo. Mencionou que há conversas regulares com os EUA, sobre o uso das receitas do petróleo venezuelano.

Quanto ao petróleo, Rodríguez afirmou que a maior parte das exportações para os EUA, desde janeiro, gerou receitas significativas para o país. Ela classificou essas vendas como resultado de negócios que proporcionam retorno financeiro ao país, em caráter de “justiça comercial”.

Rodríguez também comentou sobre o contexto de desinformação envolvendo o regime chavista, afirmando que há relatos imprecisos sobre a Venezuela. Reconheceu críticas, incluindo menções de líderes estrangeiros, e disse compreender as queixas sobre a comunicação do governo.

A conversa também abordou a revisão de contratos petroleiros antigos, com a finalidade de esclarecer quem deve o quê ao setor. Em relação aos presos políticos, a presidente interina informou que a questão não está na agenda bilateral com os EUA, ressaltando que se trata de uma iniciativa da Venezuela.

A agenda legislativa venezuelana, segundo a líder interina, inclui a apresentação de uma lei de anistia que ainda precisa ser aprovada pela Assembleia Nacional.

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