- O Partido Nacionalista de Bangladés (PNB) e suas alianças somam, até o momento, pelo menos 212 dos 300 assentos, assegurando maioria superior a dois terços.
- Tarique Rahman, líder do PNB, deve tornar-se primeiro ministro; ele retornou do autoexílio no Reino Unido em dezembro passado, aos 60 anos.
- A coalizão islamista liderada pela Jamaat-e-Islami aparece como principal adversária, com cerca de 70 cadeiras.
- Participação eleitoral foi de quase 60 por cento; as eleições ocorreram de forma pacífica em todo o país.
- O PNB prometeu ampliar bem-estar, ampliar a assistência a famílias de baixa renda, expandir a saúde, reformar a educação e fortalecer a resiliência climática.
O Partido Nacionalista de Bangladés (PNB) aparece como provável grande vencedor das primeiras eleições após as protestos da Generação Z. Os resultados preliminares indicam vitória expressiva em um pleito realizado na véspera, marcando a volta ao poder de uma legenda histórica após quase duas décadas.
Conforme as primeiras leituras das apurações, o PNB e as alianças que o acompanhavam obtêm ao menos 212 das 300 cadeiras do Parlamento, garantindo maioria superior a dois terços, segundo televisões locais. A contagem segue em curso e ainda depende de resultados oficiais.
A coalizão islamista liderada pela Jamaat-e-Islami aparece na segunda posição, com cerca de 70 parlamentares, segundo as projeções. O principal opositor, o Awami League, ficou sob embargo do governo interino, contestando o pleito e citando irregularidades.
Contexto eleitoral e participação
O pleito ocorreu após desencadear-se um ciclo de protestos que levou à queda do governo anterior e à fuga da então primeira ministra Hasina. A participação ficou em torno de 60%, em um cenário descrito como pacífico por observadores locais.
O PNB divulgou comunicado agradecendo aos eleitores e sinalizando que não organizará comícios, mas deverá promover sessões especiais de oração em todo o país. O partido prometeu foco em bem-estar, educação, saúde e resiliência climática.
Perspectivas para o governo
Tarique Rahman, líder do PNB, é apontado como provável novo chefe de governo. Exilado no Reino Unido 17 anos, ele retornou em 2025 com expectativas de mudança. Rahman tem 60 anos e é herdeiro de uma dinastia política com participação histórica no país.
O histórico do PNB envolve a liderança de Khaleda Zia, que comandou o partido por décadas até falecer em dezembro de 2024. A trajetória do grupo é marcada por críticas anteriores de corrupção e por influências da história política local.
Implicações nacionais
Bangladés, com cerca de 175 milhões de habitantes, depende fortemente de setores como a indústria têxtil e enfrenta inflação elevada e oportunidades limitadas para jovens. Os resultados podem influenciar políticas públicas, ambientais e de governança no curto prazo.
A eleição ocorreu em clima de relativa tranquilidade e é vista como um marco para a transição política após a onda de protestos que mobilizaram principalmente jovens. A apuração completa deve confirmar o cenário apontado pelas emissoras locais.
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