- Orban atrela a eleição de 12 de abril a uma escolha entre “guerra ou paz”, dizendo que adversários levariam a Hungria à guerra na Ucrânia.
- O governo tem feito campanhas para rejeitar ajuda financeira da União Europeia à Ucrânia e veicula críticas ao apoio de Bruxelas e de Kyiv.
- A oposição está dividida: o partido Tisza defende reentrar no eixo europeu, mas com oposição a uma adesão rápida da Ucrânia; os divided voters ainda estão indecisos.
- Analistas ligam o foco de Orban à economia estagnada, buscando manter estabilidade e segurança como base de apoio ao governo.
- Pesquisas indicam queda de apoio à Ucrânia entre eleitores, embora o favoritismo de Tisza varie entre eleitores decididos e indecisos.
Viktor Orban intensificou a campanha que disputa a reeleição em meio a críticas de oposição e incertezas econômicas. O premiê húngaro afirma que o pleito de 12 de abril coloca o país diante de uma escolha entre “guerra ou paz” e sustenta que seus adversários arrastariam a Hungraria para o conflito na Ucrânia.
Em mensagens divulgadas em redes sociais, Orban reforçou que, se for reeleito, manterá a linha de evitar envio de armas ou alinhamento com Kyiv, criticando a dependência de fundos europeus. A campanha também circula em veículos estatais, com mensagens contra o apoio a Kiev.
No centro das atenções, o partido Fidesz, liderado por Orban, disputa voto com o centro-direitista Tisza, que lidera as sondagens entre os indecisos. O Tisza defende uma aproximação com a UE, porém com cautela sobre a adesão rápida de Kyiv.
A economia húngara entra como componente estratégico. Analistas associam a ênfase de Orban à estagnação econômica e à inflação que, segundo eles, já recuou, mas deixou dúvidas sobre o desempenho futuro. A pauta econômica aparece como contraponto à retórica externa.
Em Gyongyos, cidade-base do Fidesz a cerca de 230 km da fronteira ucraniana, moradores divergem entre preocupações com a guerra e prioridades como saúde e educação. Alguns defendem estabilidade, outros destacam necessidades do dia a dia.
Especialistas destacam que a eleição pode redefinir relações de Hungria com a UE e com a Rússia. Orban já mantém contatos com Moscou, rejeita a adesão rápida de Kyiv à UE e critica o que chama de interferência externa.
A oposição, representada pelo Tisza, promete combater a corrupção e retomar canais de diálogo com Bruxelas, ao mesmo tempo em que evita prometer passos acelerados para a adesão de Kyiv. As propostas estão em avaliação pelos eleitores.
Dados de opinião indicam que, embora o Tisza apareça à frente entre votantes decididos, o eleitorado permanece amplamente indeciso. Orban aposta em manter o suporte com mensagens sobre estabilidade, segurança e frentes nacionalistas.
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