- AOC, Alexandria Ocasio-Cortez, afirmou durante painel numa conferência de segurança em Munique que o próximo candidato democrata deve reavaliar a ajuda militar aos Israel.
- Disse que a ajuda incondicional não faz sentido e que os EUA têm obrigação de cumprir suas leis, especialmente as Leahy.
- A congressista afirmou que a ajuda sem condições “permitiu um genocídio em Gaza” e resultou em milhares de mortes de mulheres e crianças, ainda que evitáveis.
- Explicou que as leis Leahy condicionam a assistência a unidades de forças de segurança estrangeiras quando há informações de graves violações de direitos humanos.
- A declaração ocorreu em meio a críticas a políticas de Donald Trump e a defesa de uma visão externa mais alinhada a regras e normas, sem hipocrisias.
A congressista Alexandria Ocasio-Cortez disse, em Munique, que a ajuda militar dos EUA a Israel deve ser reavaliada pela próxima candidatura presidencial, em um painel sobre o futuro da política externa. O evento ocorreu durante uma conferência de segurança na cidade, na sexta-feira, com foco em políticas internacionais.
A deputada apontou que a ajuda incondicional não faz sentido e afirmou que contribuiu para um genocídio em Gaza, citando milhares de mortos entre mulheres e crianças. Ela defendeu a aplicação das Leahy laws, que condicionam ajuda quando há violações graves de direitos humanos.
As Leahy laws são dispositivos legais que impedem o financiamento de unidades de forças de segurança estrangeiras com informações críveis de violações graves de direitos humanos. Ainda que o Departamento de Estado defenda que Israel esteja sujeito aos mesmos padrões de avaliação, críticos questionam a prática na prática.
Leahy laws e o condicionamento de ajuda
O tema foi apresentado como parte de uma crítica mais ampla à política externa norte-americana, segundo a congressista, que propõe um retorno a um “ordem baseada em regras” sem hipocrisias.
Reações e contexto político
Em resposta, Matt Whitaker, embaixador dos EUA na OTAN, evitou comentar diretamente a questão, ressaltando a proximidade de Israel como aliada. A situação aparece em meio a debates sobre o papel dos democratas na eleição de 2028 e a posição do partido sobre o conflito israelo-palestino.
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