- Milhares de apoiadores da antiga família real nepalesa receberam Gyanendra em Katmandu, antes das primeiras eleições desde os protestos de Gen Z.
- Em 2008, a monarquia foi abolida e o Nepal passou a ser uma república secular; o ex-rei vive como cidadão comum.
- O governo republicano é alvo de críticas por não cumprir promessas de desenvolvimento econômico e geração de empregos.
- Em setembro, 77 pessoas morreram em protestos anti-corrupção liderados por jovens da Gen Z; o primeiro-ministro deixou o cargo.
- As eleições estão marcadas para 5 de março, com 65 partidos concorrendo a 275 cadeiras; quase 19 milhões de nepaleses são elegíveis para votar, incluindo quase um milhão de novos eleitores jovens.
Três milicianas de apoiadores da monarquia foram às ruas de Katmandu na sexta-feira para receber o ex-rei Gyanendra, de 78 anos, ao retornar de férias. O ato ocorreu antes das primeiras eleições desde os distúrbios de anticorrupção que envolveram jovens da Geração Z.
O ex-monarca chegou de carro à sua residência, vindo do aeroporto, após três meses de descanso no leste do Nepal. Os manifestantes ergueram a bandeira nacional e entregaram buquês, clamando pela restauração da monarquia constitucional.
A monarquia foi abolida em 2008 por uma assembleia especial dominada por antigos rebeldes maoistas, transformando o país em uma república secular. O Nepal passou por 14 alterações de governo nos últimos 18 anos, gerando inquietação entre investidores.
Contexto político
O Nepal se prepara para eleições parlamentares em 5 de março, com 275 vagas na assembleia de 65 partidos. Entre os candidatos, apoiadores da monarquia defendem a restauração de um regime constitucional. O atual governo permanece sob a expectativa de estabilidade.
O país registra 30 milhões de habitantes, com quase 19 milhões elegíveis para votar. Cerca de um milhão de eleitores foram adicionados recentemente, principalmente entre jovens, após os protestos de 2024. A instabilidade política segue como desafio para a economia.
Entre na conversa da comunidade