- O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu intensificar medidas contra o antisemitismo na França.
- Em 2025 foram registrados 1.320 atos antissemíticos, 53% de todos os incidentes anti-religiosos, segundo o Ministério do Interior.
- Os incidentes caíram 16% em relação a 2024, mas permaneceram em níveis historicamente altos por três anos seguidos.
- Macron destacou a mobilização de escolas, sistema de justiça e autoridades locais e criticou o “veneno do ódio online”, pedindo responsabilização de grandes plataformas.
- Em comparação europeia, o Reino Unido teve 3.700 incidentes em 2025 e a Alemanha registrou 8.627 casos em 2024, segundo dados oficiais.
Emmanuel Macron pediu o endurecimento das medidas contra o antisemitismo na França, citando dados oficiais que apontam alta hostilidade contra judeus. A declaração ocorreu em Paris, em 13 de fevereiro, durante cerimônia ligada a Ilan Halimi. A motivação envolve o aumento dos incidentes, mesmo com queda registrada no ano anterior.
Segundo o Ministério do Interior, a França teve 1.320 atos antissemíticos em 2025, representando 53% de todos os incidentes anti-religiosos. A redução de 16% em relação a 2024 não afastou o nível historicamente elevado.
Macron afirmou que escolas, sistema de justiça e autoridades devem estar mobilizados, e criticou o que chamou de veneno da hostilidade online. Ele pediu responsabilização de grandes plataformas pela Comissão Europeia.
O presidente ressaltou que, na França iluminista, a liberdade de expressão não protege o antisemitismo nem o racismo. A fala ocorreu no contexto de impactos do conflito Gaza/Israel iniciados após 7 de outubro de 2023.
Europa em foco
Dados atuais indicam aumento de atos antissemíticos em outros países europeus. Na Grã-Bretanha, foram 3.700 incidentes em 2025, alta de 4%, segundo a Community Security Trust. Na Alemanha, casos quase duplicaram para 8.627 no ano passado.
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