- No dia 13 de fevereiro, o Irã anunciou a libertação mediante fiança de três figuras reformistas presas na semana passada durante um amplo tensionamento governamental.
- Entre os liberados estão Azar Mansouri, chefe da coalizão Reform Front moderada, junto de Javad Emam e Ebrahim Asgharzadeh.
- O advogado Hojjat Kermani disse não ter sido informado sobre as acusações que podem enfrentar.
- As libertações ocorrem em meio a uma campanha de prisões em massa para conter os protestos após a violência que marcou o período de dissidência no país.
- O grupo de direitos humanos com sede nos EUA HRANA estimou cerca de 53 mil pessoas presas, e o total de mortos não foi verificado de forma independente; as autoridades iranianas não comentaram imediatamente.
Iran liberou sob fiança três figuras reformistas presas na semana passada, em meio a uma amplo giro repressivo do governo. Entre os libertados está Azar Mansouri, presidente da coalizão Reform Front, junto de Javad Emam e Ebrahim Asgharzadeh. O advogado Hojjat Kermani informou à ISNA, agência semi-oficial, que não soube das acusações apontadas contra os correintos.
A libertação ocorre no contexto de uma campanha de prisões em massa e intimidação, segundo autoridades do país, na tentativa de conter os protestos que marcaram o período mais violento desde a Revolução Islâmica de 1979. A repressão tem sido descrita pela oposição como ampla e contínua.
A HRANA, grupo de direitos humanos com base nos EUA, afirmou que cerca de 53 mil pessoas foram presas até agora e o total de mortos chegou a 7.008, incluindo 6.509 manifestantes. A Reuters não confirmou de forma independente esses números, e não houve contato imediato com autoridades iranianas para comentários.
A reportagem foi feita pela redação de Dubai; edição por Ethan Smith.
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