- O ex-primeiro ministro do Paquistão, Imran Khan, perdeu 85% da visão do olho direito, restando 15%, segundo seu advogado ao Supremo Tribunal.
- Khan vinha relatando visão borrada desde outubro de 2025, e as autoridades prisionais teriam sido alertadas sem providências.
- O relatório foi apresentado após reunião de duas horas com Khan, determinada pela Suprema Corte, que fixou até 16 de fevereiro para permitir acesso a seu médico particular.
- Khan foi levado ao hospital neste mês para um tratamento ocular de cerca de 20 minutos, conforme informou o ministro de informação Attaullah Tarar.
- O PTI afirmou exigir implementação imediata da ordem judicial, acesso para especialistas de sua escolha e fim de táticas que coloquem a vida dele em risco; o partido aponta irregularidades políticas após a prisão de 2023.
Imran Khan, ex-primeiro-ministro do Paquistão e atualmente detido, perdeu 85% da visão do olho direito, informou seu advogado ao Supremo Tribunal. A notícia aumenta os entraves legais e políticos que o líder enfrenta.
Segundo o pedido apresentado, Khan afirma que desde outubro de 2025 vem apresentando visão turva e embaçada, e que as autoridades prisionais não agiram. O veredito foi apresentado após reunião de duas horas ordenada pela Suprema Corte.
O tribunal fixou o prazo de 16 de fevereiro para que as autoridades permitam acesso do ex-primeiro-ministro ao seu médico pessoal, para avaliação do estado ocular. Khan já esteve hospitalizado neste mês para um procedimento de 20 minutos.
OIT: reação do PTI e desdobramentos políticos
O partido Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI), de Khan, pediu a execução imediata da ordem judicial e o livre acesso a especialistas de sua escolha, além de encerrar táticas que coloquem em risco a vida do líder na prisão. O PTI atribui a rigidez do processo a manobras políticas.
Contexto e próximos passos
A defesa de Khan relatará detalhes médicos ao tribunal e espera confirmação de medidas para garantir tratamento adequado. O caso ocorre em meio a uma crise política que envolve acusações de irregularidades eleitorais e tensões entre o PTI e o governo liderado pelo PM Shehbaz Sharif.
Redação, Asif Shahzad. Edição, Clarence Fernandez. Relatório disponível à Reuters.
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