- Dois democratas do Comitê de Supervisão da Câmara enviaram uma carta a Peter Mandelson pedindo que testemunhe ao Congresso sobre sua relação com Jeffrey Epstein, como parte da investigação sobre as operações do financista.
- A missiva afirma que, mesmo após deixar o cargo de embaixador britânico nos EUA e a Câmara dos Lordes, Mandelson manteve laços sociais e comerciais com Epstein e possui informações relevantes para o caso.
- Mandelson tem até o fim do mês para responder à carta, e os congressistas citam menções a ele nos arquivos de Epstein divulgados recentemente.
- A polícia metropolitana também investiga possível conduta imprópria em cargo público envolvendo Mandelson, com alegações de repassar informações sensíveis em 2009; buscas foram realizadas em duas propriedades ligadas a ele.
- Mandelson nega qualquer crime; ele se demitiu da Câmara dos Lordes e deixou o Partido Trabalhista recentemente, e foi afastado do posto de embaixador dos EUA em setembro.
Peter Mandelson foi alvo de um pedido para depor no Congresso dos Estados Unidos sobre sua relação com Jeffrey Epstein. A solicitação partiu de Robert Garcia, principal membro do Comitê de Supervisão, e do deputado Suhas Subramanyam, como parte de uma apuração sobre as atividades do financista.
Os legisladores afirmam que Mandelson, embora não seja mais embaixador britânico nem membro da Câmara dos Lordes, teve laços sociais e comerciais extensos com Epstein e detém informações cruciais para a investigação das operações do financista.
A carta indica que Mandelson aparece em arquivos de Epstein, divulgados recentemente, e pede uma entrevista transcrita com a equipe do Comitê. O objetivo é esclarecer crimes atribuídos a Epstein e seus cúmplices.
Mandelson tem até o fim do mês para responder ao pedido, segundo o documento. O ex-ministro britânico ocupou o cargo de embaixador dos EUA até ser afastado em 2021, por ligações com Epstein.
Investigação policial e ligações políticas
A Polícia Metropolitana investiga Mandelson por possível conduta inadequada em cargo público, em relação a supostos repasses de informações sensíveis a Epstein quando ele atuava como secretário de Comércio no governo de Gordon Brown, em 2009.
A polícia realizou buscas em dois imóveis ligados ao ex-membro da Câmara dos Lordes como parte da apuração. Mandelson nega qualquer crime.
Garcia e Subramanyam já haviam feito pedido semelhante a Andrew Mountbatten-Windsor na edição passada, que também negou irregularidades. O caso envolve ainda as ligações entre Epstein e membros da elite política e empresarial.
Mandelson renunciou recentemente a cargos partidários e a funções públicas, citando vínculos com Epstein. Ele também deixou o Partido Trabalhista após os relatos sobre o caso, enquanto Epstein enfrenta acusações graves e condenação.
O ex-ministro britânico foi dispensado do posto de embaixador dos EUA em setembro, após o histórico de relações com Epstein ter ganhado atenção pública. O comitê continua a buscar respostas sobre as atividades do financista e seus cúmplices.
Entre na conversa da comunidade