- Uma atriz albanesa, Anila Bisha, processa o governo por usar seu rosto e voz para o avatar do “ministro de IA” chamado Diella, apresentado por Edi Rama no início do quarto mandato.
- Bisha afirma que autorizou o uso de sua imagem apenas para um assistente virtual de IA em um site do governo, não para atuar como ministra virtual.
- Ela afirma ter sofrido assédio online e atenção indesejada por causa da associação com o ministro.
- O governo nega uso indevido da imagem e diz que a ação é “nonsense”, mas está aberto a resolver a questão no tribunal.
- O tribunal deve decidir, na segunda-feira, se ordena que o governo pare de usar a imagem; a atriz pode exigir até 1 milhão de euros em danos.
O que aconteceu: uma atriz albânia processa o governo por ter usado seu rosto e voz para criar o avatar do primeiro ministro como “ministro de IA”, chamado Diella, integrante virtual do gabinete. O caso foi apresentado em fevereiro, em Tirana.
Quem está envolvido: Anila Bisha, atriz de cinema e teatro, aparece como a face de Diella. Edi Rama, primeiro ministro, lançou o ministro virtual. Belinda Balluku, deputada citada em denúncias de favorecimento em licitações, também faz parte do contexto recente.
Quando, onde e por quê: o lançamento de Diella ocorreu no início do mandato de Rama, em setembro passado, em Tirana. A acusação sustenta uso indevido da imagem para uma função política, enquanto o objetivo oficial era melhorar a transparência em contratos públicos.
A defesa do governo nega irregularidades e afirma que a ação é infundada, mas está disposta a levar o caso à Justiça para esclarecimento. O gabinete diz que o uso da imagem ocorreu apenas para serviços de cidadão em site governamental.
Diella aparece na primeira fila da lista de membros do gabinete no site do governo, ao lado de Rama e Balluku. A imagem pública do governo tem sido alvo de críticas desde que uma denúncia de corrupção atingiu a equipe.
O tribunal deve decidir nesta segunda-feira se ordena interromper o uso da imagem. O advogado de Bisha, Aranit Roshi, aponta que a atriz busca 1 milhão de euros em indenização por violação de dados pessoais.
Segundo Roshi, a lei prevê penalidades a entidades estatais de até 21 milhões de euros em casos de violação de dados, tornando a demanda de 1 milhão, conforme ele, razoável.
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