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Ajuda no Afeganistão sob pressão devido a 5 milhões de retornados, diz ONU

Nações Unidas alertam que retorno de mais de cinco milhões de afegãos sobrecarrega a ajuda humanitária e agrava a crise de fome no país

A man walks past a truck loaded with belongings of Afghan nationals, as they head back to Afghanistan after Pakistan started to deport documented Afghan refugees, near Torkham border crossing between Pakistan and Afghanistan, September 1, 2025.
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  • Mais de cinco milhões de pessoas retornaram ao Afeganistão desde o fim de 2023, pressionando as operações de ajuda com chegadas diárias.
  • A crise de fome se agrava com deportações em massa de afegãos do Paquistão e do Irã, cortes de ajuda externa e crise econômica.
  • Arafat Jamal, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Afeganistão, afirma que a sustentabilidade dos retornos está em risco e que o impacto é demográfico, correspondendo a cerca de 12% da população.
  • No ano passado, foram retornadas 2,9 milhões de pessoas; neste ano já retornaram 150 mil, segundo o ACNUR.
  • O ACNUR precisa de 216 milhões de dólares para apoiar os retornores este ano, mas a campanha está apenas 8% financiada.

Over cinco milhões de pessoas retornaram ao Afeganistão vindas de países vizinhos desde o início das políticas de expulsão, no fim de 2023. O alerta é da ONU, que diz que a assistência humanitária já não acompanha o fluxo diário de chegadas.

O país enfrenta uma crise de fome agravada pela deportação massiva de afegãos do Paquistão e do Irã, além de cortes de ajuda internacional e crise econômica, segundo apuração da ONU. O volume de retornados é estimado em cerca de 12% da população.

A representente da agência da ONU para refugiados no Afeganistão afirmou que a sustentabilidade desses retornos está sob pressão. Ela destacou o choque demográfico causado pelo número de pessoas que retornam, elevando a tensão sobre serviços básicos.

Desde 2024, 2,9 milhões retornaram ao Afeganistão, e neste ano já chegaram mais 150 mil, segundo a ONU. O balanço evidencia o peso contínuo sobre abrigos, alimento, saúde e educação em meio a um cenário de vulnerabilidade crescente.

A ONUHCR informou que precisa de 216 milhões de dólares para apoiar os retornados este ano, mas o financiamento está apenas 8% financiado até o momento. A organização mantém mobilização para captar recursos adicionais.

Contexto humano e financeiro

O fluxo de retornados, impulsionado por políticas de expulsão, intensifica a demanda por assistência alimentar, abrigo e serviços básicos. Organizações de aidança reiteram a necessidade de respostas rápidas e coordenadas.

Enquanto isso, autoridades e agências humanitárias trabalham para ampliar capacidade de atendimento, incluindo distribuição de alimentos e apoio médico. As condições variam entre regiões, com maior pressão em áreas urbanas e fronteiriças.

As informações são baseadas em declarações oficiais da ONU e da UNHCR, com relatos de campo sobre a situação humanitária no Afeganistão. As cifras refletem estimativas de chegadas e necessidades de financiamento para o ano em curso.

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