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WhatsApp denuncia bloqueio do Kremlin e busca manter operação na Rússia

Kremlin bloqueia o WhatsApp no DNS russo e pressiona a Meta a colaborar com o FSB para acesso a conteúdos dos usuários

La plataforma del Kremlin, Max, frente a los logotipos de Whatsapp y Telegram
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  • O governo russo confirmou o bloqueio parcial do WhatsApp, com remoção de seus domínios do sistema nacional de DNS para a Runet.
  • A medida dificulta chamadas, mensagens e o uso da plataforma, que ainda pode ser contornada por VPNs, enquanto o Kremlin tenta forçar o uso de uma alternativa estatal chamada Max.
  • Além do WhatsApp, a Roskomnadzor removeu do DNS domínios de BBC, Deutsche Welle, Radio Liberty, The Moscow Times e do navegador Tor.
  • A Rússia exige cooperação da Meta com o FSB para manter o funcionamento, sinalizando que, se cumprir a lei, pode haver um acordo; caso contrário, não há perspectiva de diálogo.
  • Enquanto isso, o Telegram permanece com canais abertos, mas também está sob ameaça de bloqueio parcial caso não atenda aos pedidos de acesso a informações dos usuários.

O WhatsApp denunciou o bloqueio imposto pelo governo russo e afirmou buscar formas de manter o serviço operacional no país. A medida afeta chamadas, mensagens e demais funções, complicando a comunicação de milhões de usuários.

O bloqueio foi confirmado pelo governo russo, que utiliza o sistema DNS nacional para controlar o tráfego de internet. A rede social teme que a censura leve à substituição por uma plataforma estatal sob vigilância.

O órgão regulador Roskomnadzor removeu os domínios de WhatsApp do DNS do país, aumentando as dificuldades para usuários acessarem o serviço. A medida integra a política de construção de uma internet soberana, ou Runet.

Segundo a plataforma Na Sviazi, também foram bloqueados domínios de BBC, Deutsche Welle, Radio Liberty, The Moscow Times e do navegador Tor. A censura ocorre no contexto de controles sobre conteúdo crítico ao Kremlin.

Apesar do bloqueio, usuários ainda podem contornar com VPNs, embora com falhas de conectividade. A empresa afirma que trabalha para manter usuários conectados e critica a pressão para que a Meta ceda ao governo.

O Kremlin condiciona a continuidade do serviço à cooperação com o FSB, o que implicaria acesso a conteúdos de usuários. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou que a negociação depende do cumprimento da lei russa pela Meta.

A Meta já sofreu ações legais e administrativas na Rússia, com a suspensão de serviços como Instagram e Facebook desde 2022. O governo mantém vigilância sobre conteúdos considerados extremistas ou críticos ao poder.

Em paralelo, o Telegram tem se mantido ativo e, recentemente, recebeu advertência por proporcionar acesso a canais sem fornecer informações aos órgãos russos. A autoridade ameaça bloquear a plataforma se não houver cooperação.

Blocagem e desdobramentos

A descontinuidade de serviços de comunicação em Rússia aumenta a pressão sobre usuários e empresas, com impactos potenciais na informação e no cotidiano digital.

Contexto tecnológico

A tendência de Runet tem levado a mudanças de uso de plataformas estrangeiras, incentivando a adoção de soluções nacionais conforme o governo busca controle da circulação de dados.

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