- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deveria receber um perdão por acusações de corrupção e criticou o presidente israelense, Isaac Herzog, por não concedê-lo.
- Trump afirmou, durante um evento na Casa Branca, que Netanyahu foi um grande primeiro-ministro em tempos de guerra e que o povo israelense deveria envergonhar Herzog por não conceder o perdão.
- Netanyahu e Trump se reuniram em Washington na quarta-feira, a sétima reunião entre os dois desde que Trump voltou ao poder, para tratar de um possível acordo sobre o programa nuclear iraniano e mísseis.
- Netanyahu é o primeiro-ministro israelense no cargo a enfrentar acusações criminais, e nega bribery, fraude e quebra de confiança que remontam a uma denúncia de 2019.
- Trump tem reiterado publicamente o seu apoio ao perdão e disse, no final de dezembro, que Herzog tinha confirmado que o perdão estava a caminho; o escritório de Herzog contestou na ocasião.
Washington, 12 de fevereiro (Reuters) – o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, seja perdoado das acusações de corrupção. Trump afirmou ainda que o presidente israelense, Isaac Herzog, deveria se envergonhar por não conceder o perdão.
A declaração ocorreu em um evento na Casa Branca. Trump classificou Netanyahu como um “grande premier em tempos de guerra” e pediu que a nação israelense reconheça o suposto erro de não oferecer clemência. Ainda mencionou que Herzog poderia ter decidido pela graça.
Na véspera, Netanyahu esteve em Washington para uma reunião com Trump, a sétima desde que o americano assumiu o cargo. O foco do encontro foi discutir possíveis acordos sobre o programa nuclear do Irã e seus mísseis balísticos.
Contexto legal e histórico
Netanyahu é o primeiro ministro israelense em exercício a enfrentar acusações criminais, incluindo corrupção, fraude e violação de confiança, referentes a uma apuração iniciada em 2019. Ele nega as acusações.
Em Israel, o presidente tem poder de conceder perdões, mas não há precedente de perdão durante o andamento de um processo. A pauta de clemência envolve questões constitucionais e administrativas que costumam exigir cuidadosa avaliação.
Previamente, Trump já pleiteou publicamente o perdão a Netanyahu várias vezes. No final de 2025, Trump informou que Herzog havia dito que o perdão estaria a caminho, alegação contestada pela assessoria de Herzog.
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