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Senadores democratas bloqueiam financiamento ao DHS por táticas de imigração

Senadores democratas bloqueiam financiamento do Departamento de Segurança Nacional, levando a shutdown parcial do governo, com a agência de imigração amplamente não afetada

Chuck Schumer at the US Capitol in Washington DC on 12 February.
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  • O Senado dos EUA, com maioria democrata, bloqueou o financiamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS) em meio a críticas às táticas de imigração e às mortes ocorridas em Minneapolis.
  • A votação de quinta-feira, 52 a 47, ficou aquém dos 60 votos necessários para superar o obstrucionismo, levando o DHS a quase certo fechamento à meia-noite de sexta-feira.
  • O Serviços de Imigração e Controle de Fronteiras (ICE) deve permanecer amplamente não afetado, pois já recebe financiamento federal significativo.
  • As mudanças propostas incluíam identificação para agentes, câmeras corporais e proibição de operações perto de escolas, unidades de saúde, igrejas, locais de votação, creches e tribunais.
  • O impasse deve provocar fechamento parcial de agências como Administração de Segurança de Transportes (TSA), Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA) e Guarda Costeira, enquanto ICE e a alfândega devem manter fundos anteriores.

Democrats no Senado bloquearam um pacote de funding para o Department of Homeland Security (DHS) em meio a críticas pela política de imigração da gestão Trump e aos desdobramentos em Minneapolis envolvendo mortes de dois cidadãos. A votação ocorre pouco antes da previsão de fechamento do DHS.

O resultado, 52 a 47, foi majoritariamente alinhado à filiação partidária e não atingiu os 60 votos necessários para superar o filibuster, mantendo o apoio ao financiamento defendido pela Câmara.

O teto para o DHS permanece incerto, com o risco de paralisação na meia-noite desta sexta-feira. O ICE tende a receber recursos, enquanto parte da estrutura, como a TSA, FEMA e a Guarda Costeira, pode sofrer interrupções.

Propostas de reforma da ICE

Os democratas demandam mudanças para o funcionamento da agência, incluindo identificação visível dos agentes e o uso de câmeras corporais, além de limitar operações próximas a escolas, hospitais, igrejas, fóruns de votação, creches e tribunais.

Entre as exigências, está também a garantia de que autoridades estaduais e locais possam acompanhar investigações envolvendo possíveis abusos de força por agentes federais, o que preocupa republicanos.

O governo federal manteve perspectiva de que as mudanças seriam difíceis de aceitar sem comprometer a eficácia operacional. Partidários de maior controle afirmam que reformas reduzirão abusos, enquanto opositores alertam para limitações operacionais.

O anúncio de retirada de parte das operações do ICE em Minneapolis veio dias após a morte de Renee Good e Alex Pretti, ocorrida durante atuação federal, elevando a pressão sobre a forma de atuação da agência.

A oposição aponta que a votação não deve afetar diretamente operações-chave do ICE e da CBP, que já receberam cerca de 75 bilhões de dólares no orçamento anterior, segundo informações do Congresso.

O atraso no veto orçamentário pode significar paralisação parcial de agências ligadas à segurança interna, como TSA, FEMA e a Guarda Costeira, dependendo da continuidade dos recursos.

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