- O ex-conselheiro de segurança Peter Ricketts afirma que Downing Street não pode nomear políticos ou empresários a cargos diplomáticos usando o mesmo filtro de civis, devido ao histórico de Mandelson.
- Segundo fontes, a nomeação foi encurtada, com o governo querendo que Mandelson fosse a “resposta” e preocupações informais sendo contornadas.
- Mandelson foi nomeado em 20 de dezembro de 2024 e passou por vetting desenvolvido, concluído em menos de dois meses; MI5 e MI6 participaram, mas de forma limitada.
- Relações de Mandelson com Jeffrey Epstein, amplamente divulgadas pela imprensa, foram mencionadas, mas não vistas como questão de segurança nacional igual a terrorismo.
- O vetting desenvolvido, feito pela Unidade de Vetting de Segurança do Reino Unido, inclui questionário, informações financeiras e entrevistas; críticas indicam que o processo não é completamente cruzado com as referências.
Peter Ricketts afirma que o processo de checagem de segurança para nomeações diplomáticas precisa ser mais rigoroso quando envolve figuras com histórico político ou empresarial. O ex-conselheiro de segurança nacional sustenta que não basta o mesmo sistema aplicado a funcionários públicos civis.
Segundo ele, Até mesmo perguntas mais incisivas devem compor a avaliação de alguém com a trajetória de Peter Mandelson, ressaltando o peso de décadas de atuação política e de negócios. O objetivo é evitar surpresas que possam impactar a confiança na gestão diplomática.
Informantes próximos ao processo indicam que a nomeação de Mandelson foi acelerada, com a ideia de que ele seria a solução. Relatos apontam que preocupações informais foram marginalizadas durante as discussões.
Uma estratégia de apuração foi alvo de críticas internas ao se tratar de Mandelson, incluindo ligações anteriores com o investidor russo Oleg Deripaska. Fontes afirmam que o potencial risco foi considerado menor diante de avaliações de capacidade política.
A nomeação ocorreu em 20 de dezembro de 2024 e passou por uma checagem de segurança desenvolvida, concluída em menos de dois meses. As informações foram avaliadas sem objeções formais por MI5 ou MI6, segundo fontes envolvidas.
A participação dos serviços de inteligência se restringiu a verificar se havia questões de segurança nacionais em curso, sem aprofundar vínculos pessoais anteriores de Mandelson. A relação com Jeffrey Epstein já era de conhecimento público na imprensa.
A natureza da relação com Epstein não é vista como uma ameaça de segurança nacional de alto risco, conforme o entendimento corrente, ainda que o caso tenha gerado debate político. Mandelson não havia passado por checagem anterior para cargos diplomáticos.
A verificação de desenvolvido, realizada pela UK Security Vetting, requer respostas a questionários, dados financeiros e entrevistas extensas. A avaliação inclui potenciais vínculos pessoais, históricos e hábitos, além de referências, entre outros itens.
Especialistas já criticaram o formato atual, destacando falhas de checagem cruzada além da avaliação de referências. Argumenta-se que candidaturas podem contornar falhas caso haja inconsistência entre dados e histórico apresentado.
Antes das revelações, a imprensa trouxe informações sobre ligações entre Mandelson e Epstein e sobre um possível repasse de fundos. Documentos norte-americanos mostram notificações sobre o envolvimento de Mandelson em ações relacionadas a um resgate financeiro de 2010, com relatos de pagamentos vindos do investidor. Mandelson afirmou não lembrar dessas transferências.
Questionamentos sobre o processo vieram à tona na última semana, com parlamentares e aliados cobrando maior transparência. A defesa de reformulações no sistema de checagem ganhou apoio de interlocutores próximos a Keir Starmer e de ministérios alinhados à oposição.
Para Ricketts, a diferença entre uma checagem de um diplomata profissional com histórico estável e alguém vindo de três décadas de política ou negócios é clara. Ele aponta que a ausência de uma avaliação mais profunda pode comprometer a confiança na função.
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