- A UNRWA tem mais de 11.500 trabalhadores em Gaza, fornecendo cuidado básico, educação e abrigo, enquanto Israel acusa a agência de cooperação com o Hamas e restringe a ajuda humanitária.
- Desde o acordo de alto fogo em outubro, mais de 550 gazalitas foram mortos em ataques israelenses, segundo a UNRWA.
- O inverno continua, com centenas de milhares de pessoas morando em tendas e lonas, enfrentando frio, ventos e doenças; cerca de 1,9 milhão de pessoas foram deslocadas desde o início da guerra.
- O passo de Rafá reabriu em 2 de fevereiro, após quase dois anos fechada; a abertura é vista como necessária, mas ainda há quase 20.000 pessoas com atendimento médico fora da faixa.
- Desde outubro de 2023, 390 trabalhadores da UNRWA foram mortos em ataques; a organização denuncia ataques a instalações protegidas pelo direito internacional.
Sam Rose, chefe da UNRWA em Gaza, afirmou, desde a sede da agência em Madrid, que as ações dos países parecem apenas emitir comunicados diante de milhares de mortos. Segundo ele, mais de 550 palestinos morreram desde o acordo de alto fogo assinado em outubro.
A UNRWA mantém mais de 11.500 trabalhadores em Gaza, oferecendo atendimento médico básico, educação e abrigo. Rose disse que a população continua exposta a condições de inverno rigorosas e que milhares ainda dependem de ajuda humanitária para sobrevivência diária.
Desde o acordo de outubro, o conflito deixou um saldo de mortes superior a 550. O responsável ressaltou que, sob uma “tregua”, morrem muitas pessoas, o que questiona a validade do termo para esse período.
Situação humanitária em Gaza
Rose descreveu a situação como catastrófica, com agravamento de doenças infecciosas e respiratórias. O inverno aumenta o empobrecimento, com crianças morrendo por hipotermia em tendas e lonas, e sistemas de saúde sob pressão após quase 3 anos de crise.
A agencia informou que cerca de 1,9 milhão de deslocados vivem, em grande parte, entre escombros e lixo. Embora haja avanços com a entrega de abrigos, a vida continua precária e a reconstrução de casas ainda não começou.
Abertura de Rafah e mobilidade
A reabertura da fronteira de Rafah, em fevereiro, facilita saídas para atendimento médico. Rose destacou que manter e ampliar a abertura é essencial, pois milhares de pacientes precisam de atendimento fora da Faixa.
Ele disse que muitos desejam retornar às suas casas, caso seja possível, ressaltando o direito de deslocados de voltarem se assim quiserem, mesmo diante de desafios logísticos.
Ataques a UNRWA e responsabilizações
O diretor comentou a demolição do complexo da UNRWA em Jerusalém, considerada histórica por autoridades israelenses, e a reação internacional. Segundo Rose, é preocupante que um prédio protegido pela ONU tenha sido incendiado sem consequências claras.
Sobre a acusação de uso indevido de bolsas com o logotipo da UNRWA para ocultar armas, o diretor afirmou que a presença da marca não implica responsabilidade da agência pelo uso indevido, destacando a distribuição de itens básicos à população.
Personalidade e perdas da UNRWA
Rose lembrou que 390 trabalhadores da UNRWA morreram em ataques desde outubro de 2023, a maior fatalidade de funcionários da ONU em conflitos. Ele ressaltou que as instalações da agência também foram alvo, apesar de protegidas pelo direito internacional.
Planos de paz e perspectivas futuras
O diretor avaliou o plano de paz proposto por terceiros como uma possível saída para conter a violência, desde que leve em conta a realidade dos palestinos. Ele manifestou a necessidade de participação das pessoas que vivem na região e do fim das hostilidades.
Rose concluiu que os palestinos desejam viver com dignidade, mantendo a esperança mesmo diante da violência. O apoio internacional a uma solução pacífica é visto como crucial para esse caminho.
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