- O principal investigador anticorrupção da Malásia enfrentou novos pedidos de demissão após reportagens que o associam a suposto mau uso e a conduta de outros oficiais da MACC.
- Azam possuía 17,7 milhões de ações em uma empresa de serviços financeiros, valoradas em aproximadamente 800 mil ringgit, acima do limite de 100 mil ringgit para funcionários públicos.
- Azam afirmou ter declarado a operação e que as ações foram vendidas no ano passado; a MACC afirmou que ele cumpriu integralmente as exigências de declaração de bens.
- O Departamento de Serviço Público informou que revisará regras vigentes por mais de vinte anos, inclusive diretrizes sobre a propriedade de ações por funcionários públicos. Não mencionou as acusações contra Azam.
- Em reportagem separada, Bloomberg relatou que funcionários da MACC ajudavam um grupo de empresários a tomar o controle de empresas, reportagem não verificada pela Reuters; o governo não comentou.
O principal reaching de combate à corrupção da Malásia está sob escrutínio. Azam, chefe da Comissão de Combate à Corrupção (MACC), enfrenta novas chamadas para deixar o cargo após relatos de imprensa de hoje sobre conduta inadequada envolvendo ele e outros dirigentes da agência. O recorte temporal aponta para esta semana, com publicações que já circulavam na imprensa local e internacional. O contexto envolve esforços do país para reparar a imagem após o escândalo 1MDB.
Segundo informes, Azam possuía 17,7 milhões de ações de uma empresa de serviços financeiros, valoradas hoje em cerca de 800 mil ringgits, acima do limite de 100 mil ringgits para funcionários públicos. A declaração de ativos teria registrado a transação, com a venda das ações ocorrendo no ano anterior, segundo Azam ao New Straits Times. A MACC afirmou que o delegado cumpriu plenamente as exigências de declaração de ativos, inclusive quanto à aquisição e alienação de ações.
O Ministério do Serviço Público informou que revisaria regras vigentes há mais de 20 anos ou já desatualizadas, incluindo diretrizes sobre a propriedade de ações por autoridades públicas. O governo não detalhou se a apuração envolve Azam. Em 2022, a Comissão de Valores mobiliários já havia sido questionada sobre possível violação de leis por Azam, em relação a ações em empresas listadas entre 2015 e 2016.
Alegações e respostas
Nova reportagem da Bloomberg sustenta que autoridades da MACC teriam ajudado um grupo de empresários a tomar o controle de empresas, com base em documentos internos e testemunhas. A Reuters não confirmou de forma independente esse ponto. A MACC afirmou não comentar as acusações e rejeitou sugestões de influência de interesses privados em investigações.
Acompanhamento institucional
O gabinete do primeiro-ministro Anwar Ibrahim não respondeu a pedidos de comentário sobre as matérias. A MACC reiterou que a atuação da agência é independente e que não houve interferência externa nas investigações. O que se apura envolve conduta de autoridades públicas, regras de declaração de ativos e eventuais conflitos de interesse.
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