- Autoridades russas anunciaram novas restrições ao Telegram por não conter “atividade criminosa” suficiente, ampliando medidas que já limitavam chamadas de voz e vídeo desde agosto.
- Critics afirmam que as curbs podem afetar comunicações no campo de batalha e a ligação de soldados com as famílias.
- Em vídeos curtos, três homens que dizem representar uma unidade anti-drones pedem que as restrições não sejam aplicadas, e o líder de um partido pró-Kremlin critica a decisão.
- O Kremlin é cético sobre o uso do Telegram no front; o Ministério da Defesa não respondeu a pedidos de comentário, e o governador de Belgorod teme impactos na divulgação de informações de segurança e recomenda o uso do sistema MAX.
- O Telegram é amplamente usado na Rússia para informações sobre a guerra, enquanto o governo já criticou plataformas estrangeiras; o fundador Pavel Durov afirmou que a privacidade dos usuários será protegida mesmo sob pressão.
Russia intensificou nesta semana as restrições ao aplicativo de mensagens Telegram, que podem comprometer comunicações no campo de batalha e o contato de soldados com as famílias. A fiscalização estatal já limitou chamadas de voz e vídeo via Telegram desde agosto e anunciou novas medidas por não haver ação suficiente por parte do serviço.
Usuários relataram queda perceptível na velocidade de funcionamento do app na última semana, enquanto mensagens curvas de apelo público chamavam o governo a não interromper o uso pela tropa. Três homens que se apresentaram como integrantes de uma unidade anti-drone gravaram vídeos curtos defendendo a importância do Telegram para o trabalho e para a segurança dos membros.
O tema também envolveu figuras políticas e militares. Um líder de partido pró-Kremlin criticou quem gerencia a interferência, dizendo que a comunicação adequada é vital para a vida dos soldados. Autoridades russas, por sua vez, sustentaram que o trabalho regulatório segue a lei, sem oferecer detalhes adicionais.
A região de Belgórdio, alvo de ataques com drones, manifestou preocupação com o impacto da restrição na divulgação de informações de segurança para a população local e sugeriu a migração para o sistema MAX. Críticos veem nas medidas um incentivo ao uso de plataformas sob supervisão estatal, tema que o governo diz não questionar.
A plataforma Telegram já é amplamente usada na Rússia para informações públicas e privadas, inclusive sobre a guerra na Ucrânia. O fundador, de origem russa, reiterou compromisso com a privacidade e a liberdade de expressão. O porta-voz do Kremlin afirmou que a fiscalização está em curso, reconhecendo falhas sem oferecer prazo para a solução.
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