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Políticos enfrentam aumento global de violência e abuso, aponta pesquisa

Surto global de violência e assédio contra parlamentares, alimentado por novas tecnologias, pode reduzir a representatividade e impactar a democracia mundial

Slovak Defence Minister Robert Kalinak speaks in front of a screen displaying an image from the attempted assassination of Slovakia's Prime Minister Robert Fico, during a SMER-SSD party's rally, in Handlova, central Slovakia May 15, 2025. REUTERS/Radovan Stoklasa/File Photo
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  • A União Interparlamentar (IPU) divulgou que políticos ao redor do mundo estão sofrendo mais violência, ameaças e assédio, principalmente on-line, em pesquisa realizada em 2025 com legisladores de mais de oitenta países.
  • O levantamento aponta que setenta e um por cento dos entrevistados relataram violência por parte do público, sendo as mulheres os alvos mais frequentes, especialmente em abusos sexualizados.
  • O secretário-geral da IPU, Martin Chungong, disse que, se o fenômeno não for contido, poderá ter impactos significativos na democracia mundial, citando a situação nos Estados Unidos como particularmente grave.
  • Entre os casos mencionados nos EUA estão ataques a figuras políticas de alto nível, incluindo o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e ataques a familiares de ex-autoridades, além de incidentes envolvendo a repórter Ilhan Omar.
  • Chungong afirmou que muitos parlamentares passaram a adotar cautela maior ao se expressar publicamente devido ao abuso on-line, com ataques cada vez mais impulsionados por novas tecnologias, inclusive inteligência artificial, muitas vezes anonimizados e possivelmente envolvendo atores estatais.

A violência, ameaças e assédio contra políticos aumentam globalmente, aponta pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela União Interparlamentar (IPU). O levantamento, feito principalmente em 2025, envolve perguntas a legisladores de mais de 80 países e fornece um retrato abrangente sobre como novos recursos tecnológicos ampliam esse novo padrão de hostilidade.

A IPU, que reúne 183 parlamentos nacionais, informou que 71% dos respondentes relataram violência por parte do público, com ênfase para o ambiente online. Mulheres são mais visadas, especialmente em formas de abuso sexualizado. O estudo aponta riscos que podem impactar a representação democrática em diferentes regiões.

O secretário-geral da IPU, Martin Chungong, destacou a gravidade do momento durante uma coletiva no Quartel-General das Nações Unidas, em Nova York. A situação é considerada particularmente aguda nos Estados Unidos, com ataques públicos envolvendo figuras como o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, o marido de uma ex-presidente da Câmara e uma congressista, além de incidents que atingiram diversos eventos públicos.

Segundo o relatório, muitos parlamentares passaram a adotar maior cautela ao se manifestar publicamente ou em plataformas digitais, por razões de segurança pessoal. O temor de ataques online contribui para reduzir a participação pública.

A pesquisa aponta que as agressões contra políticos são potencializadas por tecnologias emergentes, como inteligência artificial. Grande parte dos abusos ocorre de forma anônima e pode envolver atores estatais, elevando o desafio de responsabilização.

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