- A União Interparlamentar (IPU) divulgou que políticos ao redor do mundo estão sofrendo mais violência, ameaças e assédio, principalmente on-line, em pesquisa realizada em 2025 com legisladores de mais de oitenta países.
- O levantamento aponta que setenta e um por cento dos entrevistados relataram violência por parte do público, sendo as mulheres os alvos mais frequentes, especialmente em abusos sexualizados.
- O secretário-geral da IPU, Martin Chungong, disse que, se o fenômeno não for contido, poderá ter impactos significativos na democracia mundial, citando a situação nos Estados Unidos como particularmente grave.
- Entre os casos mencionados nos EUA estão ataques a figuras políticas de alto nível, incluindo o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e ataques a familiares de ex-autoridades, além de incidentes envolvendo a repórter Ilhan Omar.
- Chungong afirmou que muitos parlamentares passaram a adotar cautela maior ao se expressar publicamente devido ao abuso on-line, com ataques cada vez mais impulsionados por novas tecnologias, inclusive inteligência artificial, muitas vezes anonimizados e possivelmente envolvendo atores estatais.
A violência, ameaças e assédio contra políticos aumentam globalmente, aponta pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela União Interparlamentar (IPU). O levantamento, feito principalmente em 2025, envolve perguntas a legisladores de mais de 80 países e fornece um retrato abrangente sobre como novos recursos tecnológicos ampliam esse novo padrão de hostilidade.
A IPU, que reúne 183 parlamentos nacionais, informou que 71% dos respondentes relataram violência por parte do público, com ênfase para o ambiente online. Mulheres são mais visadas, especialmente em formas de abuso sexualizado. O estudo aponta riscos que podem impactar a representação democrática em diferentes regiões.
O secretário-geral da IPU, Martin Chungong, destacou a gravidade do momento durante uma coletiva no Quartel-General das Nações Unidas, em Nova York. A situação é considerada particularmente aguda nos Estados Unidos, com ataques públicos envolvendo figuras como o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, o marido de uma ex-presidente da Câmara e uma congressista, além de incidents que atingiram diversos eventos públicos.
Segundo o relatório, muitos parlamentares passaram a adotar maior cautela ao se manifestar publicamente ou em plataformas digitais, por razões de segurança pessoal. O temor de ataques online contribui para reduzir a participação pública.
A pesquisa aponta que as agressões contra políticos são potencializadas por tecnologias emergentes, como inteligência artificial. Grande parte dos abusos ocorre de forma anônima e pode envolver atores estatais, elevando o desafio de responsabilização.
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