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Ministra do Interior de Portugal renuncia por falhas na gestão dos temporais

Dimissão da ministra do Interior de Portugal ocorre por falhas na gestão dos temporais, que deixaram quinze mortos e infraestruturas devastadas; governo libera €2,5 bilhões

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Maria Lúcia Amaral, a su llegada al Consejo de Ministros que abordó los desastres del temporal en Lisboa.
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  • A ministra do Interior, Maria Lúcia Amaral, entregou a demissão na noite de terça-feira, após falhas na gestão dos temporais que atingiram Portugal.
  • Os temporais deixaram quinze mortos, danificaram infraestrutura essencial e provocaram cortes de energia, água e comunicação em várias áreas.
  • O primeiro ministro, Luís Montenegro, assumirá interinamente as competências da pasta enquanto o governo trata da crise.
  • Críticas vieram da oposição, do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e de prefeitos das regiões afetadas, apontando falhas na prevenção e na resposta.
  • O governo aprovou um plano de ajuda de € 2,5 bilhões e decretou estado de calamidade em 68 localidades até o próximo domingo, 15; não houve acionamento do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

O governo de Portugal viveu uma mudança relevante na condução da crise causada pelos temporais que assolam o país. Maria Lúcia Amaral renunciou ao cargo de ministra do Interior na noite de terça-feira, em meio a críticas sobre a gestão das emergências. A saída ocorreu ao fim de uma sequência de falhas e de críticas públicas ao desempenho do Executivo.

A exoneração foi anunciada pela assessoria do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que assumirá as competências da pasta de forma interina. O anúncio apontou a necessidade de uma resposta célere diante das inundações, quedas de energia e interrupções de serviços básicos. O país enfrenta nesta temporada um vigoroso conjunto de tempestades.

Contexto político e resposta à crise

As cobranças por mudanças aumentaram, com críticas de opositores, do presidente Marcelo Rebelo de Sousa e de prefeitos afetados. Mesmo com a demissão, o governo não ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, mantendo o dispositivo nacional extreme desbordado pelas ocorrências. O objetivo é manter a coordenação de respostas locais.

O governo aprovou um pacote de apoio de 2,5 bilhões de euros e decretou estado de calamidade em 68 municípios até o próximo domingo. Milhares seguem sem eletricidade, com problemas de água e risco de novos desabamentos. Desalojos continuam ocorrendo diariamente em áreas vulneráveis.

Desdobramentos e próximos passos

O primeiro-ministro deverá explicar a gestão da crise na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, sem a ministra demitida no seu time. O objetivo é esclarecer as ações tomadas e as pendências que ainda afetam regiões devastadas pelo temporal. O período de calamidade foi estendido para abranger as áreas mais atingidas.

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