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Câmara dos EUA vota para bloquear tarifas contra o Canadá em repúdio a Trump

Câmara dos EUA vota para derrubar tarifas contra o Canadá e encerrar a emergência nacional, sinalizando dissenso bipartidário e próxima avaliação pelo Senado

Trump at the White House on Wednesday.
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  • A Câmara dos EUA votou, por 219 a 211, para revogar as tarifas de Donald Trump sobre o Canadá, em uma posição rara de oposição à agenda da Casa Branca.
  • A resolução busca encerrar o estado de emergência nacional declarado por Trump para impor as tarifas, mas só poderia ser efetivada com a assinatura do próprio presidente ou veto.
  • O texto segue para o Senado, que já rejeitou as tarifas em relação ao Canadá e a outros países, formando um embate entre as duas casas.
  • O movimento mostra desconforto entre legisladores com a política comercial de Trump e impactos econômicos para empresas e eleitores.
  • O porta-voz da Casa Branca afirmou que o presidente não permitirá a revogação de suas tarifas, enquanto House Republicans enfrentam dilemas entre manter poderes congressionais e apoiar o governo.

O Congresso dos EUA aprovou nesta quarta-feira uma resolução para anular as tarifas impostas à Canadá pelo governo de Donald Trump, em uma queixa incomum de coabitação entre democratas e republicanos. A votação foi de 219 a 211 em plena discordância com a liderança do partido no Legislativo.

A medida busca encerrar o estado de emergência nacional declarado pelo presidente para justificar as tarifas, embora desfazer a política dependa do próprio Trump, o que é improvável. O texto seguirá para o Senado, onde há pouco apoio para reverter as tarifas.

O líder da maioria republicana, Mike Johnson, tentou adiar a votação até que uma decisão judicial sobre as tarifas pudesse influenciar o debate. O esforço falhou, abrindo espaço para o avanço da resolução.

Gregory Meeks, principal democrata à frente da comissão de assuntos estrangeiros, é quem assina a proposta. O objetivo é reduzir o custo de vida de famílias americanas ao retirar as tarifas, conforme argumento apresentado pela oposição.

A tensão política ocorre em meio a críticas de empresários atingidos pela guerra comercial e a pressões de eleitores sobre preço e poder de compra. O Senado já rejeitou as tarifas em votação anterior, sinalizando resistência ao plano do governo.

Entre parlamentares republicanos, existia receio quanto ao uso da prerrogativa do Executivo em matéria de comércio. Alguns defendiam que o Congresso deve manter sua autoridade sobre políticas tarifárias, mesmo com o risco de embaraçar o presidente.

Ontem à noite, membros da bancada discutiam os impactos econômicos das tarifas e a possibilidade de uma solução negociada com foco na denúncia de que o fluxo de drogas teria levado o governo a justificar a emergência. A gestão sustenta que há ameaça relevante associada ao tráfico transnacional.

Barbara Mast, assessora da comissão de assuntos estrangeiros, ressaltou que a medida não se trata de um debate sobre tarifas, mas de reconhecer a crise de fentanil associada a atividades criminosas. Analistas destacam que o tráfico envolve, em maior parte, fronteiras com o México.

A discussão também inclui a cooperação com aliados próximos e a avaliação de propostas para reduzir custos ao consumidor sem ampliar tensões com parceiros comerciais. A votação no Senado é o próximo passo para definir o destino final das tarifas.

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