- A Austrália pediu transparência sobre a morte da cidadã australiana Zomi Frankcom, morta em ataque de drone israelense a uma caravana da World Central Kitchen, e pressiona por eventuais acusações criminais.
- O presidente de Israel, Isaac Herzog, esteve em Canberra para encontros com o governo australiano e com a oposição, buscando cooperação para enfrentar o antissemitismo.
- O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que permanece a posição do governo de buscar total transparência na investigação e responsabilização pelo ocorrido.
- Manifestantes protestaram em apoio às vítimas da Gaza e contra a presença de Herzog, com críticas à ação militar de Israel e à guerra.
- O governo australiano questionou planos de expansão de assentamentos na Cisjordânia, dizendo que os assentamentos são ilegais e reiterando que a solução de dois estados é o caminho para a paz.
O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese informou ao presidente de Israel, Isaac Herzog, que a Austrália exige transparência sobre a morte de Zomi Frankcom, funcionária humanitária morta em um ataque da IDF em Gaza. O encontro ocorreu em Canberra, nesta semana. O governo australiano também destacou a busca por responsabilização, incluindo eventuais acusações criminais.
Herzog chegou a Canberra para reuniões com autoridades australianas e com o líder da oposição. A visita ocorreu em meio a protestos em torno do Parlamento, com críticas à atuação de Israel na Gaza e ao movimento de judeus australianos que apoiam o visitante. O governo informou que discutiu também incidentes de antisemitismo.
Repercussões políticas
Albanese afirmou ter conversado com Herzog pela manhã sobre a morte de Frankcom, que ocorreu após um ataque de drone israelense a um comboio do World Central Kitchen em abril de 2024. O premiê reiterou a posição do governo pela responsabilização e pela transparência da investigação em curso.
O premiê também destacou que cada morte de trabalhador humanitário em Gaza é uma tragédia. Disse que houve diálogo com o governo israelense sobre ajuda humanitária e que Herzog se comprometeu a retornar com respostas sobre as questões levantadas.
Controvérsias e medidas internacionais
Herzog não deve discursar no Parlamento durante a visita, mas participou de encontros com a comunidade judaica e de uma cerimônia em homenagem às vítimas do ataque de Bondi. A segurança envolveu medidas rigorosas, incluindo escoltas e salva-vidas.
Protestos acompanharam as atividades de Herzog em Canberra. Em frente ao Parlamento, manifestantes criticaram a política de Israel na região e pediram o fim do apoio internacional às ações israelenses em Gaza. Outros caravaram cartazes pedindo justiça para os palestinos.
Contexto regional e diplomático
Na véspera, Canberra endossou críticas globais aos planos de Israel de ampliar o controle sobre a Cisjordânia, o que gerou ressalvas de aliados e de organizações internacionais. O Ministério das Relações Exteriores australiano afirmou que as comunidades não devem aceitar mudanças demográficas em territórios ocupados.
O governo australiano reiterou que settlements são ilegais sob o direito internacional e que a solução de dois Estados continua como caminho viável para a paz. A declaração ressaltou a necessidade de estabilidade e segurança para ambas as partes.
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