- Jimmy Lai foi condenado a 20 anos de prisão por sediciosos e colaboração com forças estrangeiras sob a lei de segurança nacional de Hong Kong.
- A reação da imprensa de Hong Kong foi de silêncio ou celebração, refletindo o espaço cada vez menor para críticas ao governo.
- Associações de imprensa locais, incluindo a HKJA, não emitiram declarações sobre a sentença; há pressões e acusações de tentativa de afastar o tema da liberdade de imprensa.
- Organizações internacionais condenaram a pena, afirmando que o caso evidencia um clima repressivo para vozes críticas em Hong Kong.
- A classificação de liberdade de imprensa de Hong Kong pela RSF caiu, e governos chineses defenderam a lei como essencial para a segurança nacional.
Hong Kong condenou Jimmy Lai a 20 anos de prisão, sob leis de segurança nacional. Lai, 78 anos, foi considerado culpado de sedição e de cooperação com forças estrangeiras. A sentença foi anunciada nesta semana, após o julgamento que durou meses.
Lai é fundador do Apple Daily, jornal pró-democracia fechado em 2021 durante a repressão a dissidentes. O caso integra o conjunto de ações que Beijing diz ter tomado para manter a ordem na cidade sob o arcabouço legal nacional.
A imprensa de Hong Kong respondeu com silêncio ou celebração ao veredict, destacando um potencial estreitamento do espaço para vozes críticas ao governo. Organizações de jornalistas comentam sobre o efeito do reforço das leis de segurança.
Entre as entidades locais, a HKJA afirmou que não pode se manifestar livremente sobre a sentença. A associação já enfrentou críticas do governo por posicionamentos considerados pró Lai.
Reações internacionais foram de condenação ao xingamento ao que chamam de punição desproporcional. Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia e Nações Unidas pedem a libertação de Lai e observam impactos sobre a liberdade de imprensa.
Análises locais indicam queda de apoio às sua de imprensa independente desde a imposição da lei de segurança. Relatos de organizações internacionais apontam pressão jurídica, vigilância e assédio para jornalistas na cidade.
No cenário governamental, um documento oficial chinês divulgou uma visão de atuação firme na segurança de Hong Kong. O texto reforça a autoridade central e afirma que as políticas asseguram interesses do país e de investidores.
Hong Kong permanece com a percepção de que o espaço para reportagens críticas é restrito. Países aliados observam o risco de erosão gradual da liberdade de imprensa na região.
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