- O gabinete do Zimbábue aprovou projeto de lei para alterar a constituição, aumentando o mandato presidencial de cinco para sete anos e permitindo que Mnangagwa fique no poder até 2030.
- O texto também prevê que o presidente seja eleito pelo parlamento, em vez de voto direto pela população.
- A proposta será enviada ao presidente da casa e publicada no diário oficial antes da análise dos parlamentares.
- Mnangagwa, 83 anos, atualmente deveria deixar o cargo em 2028 após cumprir dois mandatos de cinco anos.
- A medida recebeu críticas da oposição, que promete contestar; há também resistência de setores que defendem a constituição vigente.
O gabinete do Zimbabwe aprovou na terça-feira um projeto de lei que, se promulgado, alteraria a constituição para ampliar os mandatos presidenciais de cinco para sete anos, permitindo que o presidente Emmerson Mnangagwa permaneça no poder até 2030. O texto também prevê que o presidente seja eleito pelo parlamento, em vez de voto direto popular.
Segundo o Ministério da Justiça, o projeto será encaminhado ao orador da Câmara e publicado no gazette oficial antes de os deputados analisarem o conteúdo. Mnangagwa, hoje com 83 anos, deveria deixar o cargo em 2028 após cumprir dois mandatos de cinco anos, e há uma disputa de sucessão dentro do partido governista ZANU-PF.
Críticos dizem que a mudança tem potencial para desestabilizar o cenário político. Jameson Timba, líder da oposição em meio à fragmentação do movimento oposicionista, afirmou que a aprovação representa risco à estabilidade institucional. Um grupo chamado Defend the Constitution Platform planeja consultar advogados e informar parceiros regionais e internacionais para contestar as mudanças.
O ZANU-PF mantém maioria qualificada na Câmara e controla amplamente o Senado por meio de líderes tradicionais e aliados que costumam votar com o governo, o que facilita alterações constitucionais. O partido governa o Zimbabwe desde a independência em 1980, tendo chegado ao poder após o golpe militar que derrubou Robert Mugabe em 2017. As informações são da cobertura da Reuters.
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