- Tarique Rahman retorna de quase duas décadas no exílio e pode vencer as eleições para se tornar primeiro ministro, caso as pesquisas se mantenham.
- Ele voltou a Dhaka no último Natal, recebido como herói, após um levante juvenil que derrubou a adversária do BNP, a primeiro-ministra Hasina, em agosto de 2024; Hasina está exilada em Nova Déli.
- Rahman propõe recalibrar parcerias internacionais para atrair investimento, reduzir a dependência de um único poder e ampliar a ajuda a famílias pobres, além de promover indústrias como brinquedos e couro.
- Defende um teto de dois mandatos, de dez anos, para premiar a estabilidade democrática; já foi condenado em processos por corrupção e por um atentado com granadas, mas afirma que as acusações são políticas e diz ter sido absolvido.
- Dentro do BNP, Rahman supervisiona a seleção de candidatos e as alianças, buscando governar com mais tranquilidade, responsabilidade e fortalecimento das instituições.
Tarique Rahman, líder do Bangladesh Nationalist Party (BNP), retornou de quase duas décadas de exílio autoimposto em Londres e chega a uma eleição que pode levá-lo ao posto de primeiro- ministro. Se as pesquisas se confirmarem, ele pode protagonizar uma virada histórica no país.
O retorno ocorreu pouco menos de dois meses após sua chegada a Dhaka, após uma temporada de saúde. Rahman chegou acompanhado pela mulher cardiologista e pela filha advogada, em meio a uma campanha marcada pela tentativa de reconstruir a imagem do padrinho político da BNP, antes dominada por seu falecido pai e por Khaleda Zia, sua mãe.
Rahman, de 60 anos, prometeu recalibrar parcerias internacionais para atrair investimentos sem too closely alinhar o país a uma única potência. Ele também defende ampliar auxílios a famílias carentes, reduzir a dependência das exportações têxteis e estabelecer um limite de dois mandatos de 10 anos para evitar tendências autocráticas.
Desde o retorno, Rahman adotou um tom mais contido e centrado, enfatizando estabilidade, instituições fortes e reconstrução da confiança pública. Sua filha Zaima participa ativamente da campanha, buscando apoio para o pai.
Dentro do BNP, Rahman controla de perto a escolha de candidatos, estratégia e alianças, exercendo influência direta sobre o rumo da legenda. Embora seja visto como fruto de dinastia, ele afirma que democracia e responsabilidade serão prioridades para o país.
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