- A Câmara dos Deputados rejeitou os pedidos de impeachment contra o presidente Ferdinand “Bongbong” Marcos Jr., com 284 votos pela rejeição, oito a favor e quatro abstenções.
- Foram necessários um terço dos mais de 300 membros, ou seja, mais de 100 votos, para abrir o impeachment, o que não ocorreu.
- A decisão ocorre uma semana depois de a comissão de justiça da Câmara ter considerado que os pedidos não tinham substância.
- As acusações incluíam traição à confiança pública, corrupção e violação da constituição, além de ligações a decisões envolvendo o antecessor Rodrigo Duterte.
- Com a rejeição, as atenções passam à vice-presidente Sara Duterte, que enfrenta novos pedidos de impeachment, enquanto a regra constitucional impede novas acusações contra Marcos até o próximo ano.
O Congresso filipino rejeitou nesta terça-feira as queixas de impeachment contra o presidente Ferdinand “Bongbong” Marcos Jr., fruto de votação esmagadora entre os membros da Câmara. A decisão encerra as tentativas de impeachment deste ano, consideradas previsíveis por analistas.
A votação confirmou que 284 deputados votaram pela rejeição, oito foram a favor do impeachment e quatro se abstiveram. A regra constitucional impede novas acusações contra Marcos até o próximo ano, caso haja novas tentativas.
As acusações anteriores diziam respeito a suposta traição ao interesse público, corrupção e violação da Constituição. Em parecer anterior, a comissão de justiça da Câmara já havia rejeitado dois pedidos de impeachment por suposta falta de substância.
Desdobramentos políticos
Agora, as atenções migram para a vice-presidente Sara Duterte, que enfrenta um novo ciclo de pedidos de impeachment. Duterte já enfrentou uma tentativa semelhante no passado, que não teve sucesso.
Marcos, aos 68 anos, já foi alvo de críticas por decisões envolvendo gasto público, projetos de controle de enchentes e controvérsias sobre atividades de drogas ligadas ao governo. O tema permanece sob escrutínio mesmo com a rejeição nesta terça.
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