- Documentos do caso Epstein citam brasileiros e instituições, mas a menção não significa envolvimento criminoso; há contatos e referências registradas.
- Arquiteto Arthur Casas teve mensagens sobre uma possível reforma na ilha particular de Epstein; ele chegou a visitar o local, mas não houve avanço do projeto e não há acusações contra ele.
- Eike Batista aparece em e-mails; há menção de presença dele em determinado local e discussões sobre um projeto portuário no Brasil, com a ex-mulher Luma de Oliveira mencionada sem indícios de crime.
- O Brasil aparece em conversas envolvendo Ian Osbourne, que relata encontros com a família Marinho (dona da Rede Globo) e menciona o Banco Itaú; não há ligação comprovada com crimes de Epstein.
- Luciana Gimenez é citada em transferências de até cerca de US$ 12 milhões; ela negou envolvimento. Também há menções a Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, e a entrevista com Noam Chomsky em contexto mediado, além de vídeo de pegadinha divulgado.
O caso Epstein envolve o empresário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, que morreu em 2019. Documentos judiciais indicam que ele chefiava, ao lado de Ghislaine Maxwell, uma rede internacional de exploração de menores. A análise de e-mails, mensagens e agendas ganhou fôlego após a morte dele na prisão.
Ao longo dos arquivos, aparecem menções a brasileiros e instituições do Brasil. Dizer que alguém foi citado não implica envolvimento criminal, apenas registro de contatos ou conversas. Entre os registros, surgem nomes ligados a Brasil e a operações comerciais.
Entre os nomes brasileiros, o arquiteto Arthur Casas aparece em mensagens sobre uma possível reforma na ilha particular de Epstein no Caribe. Casas confirmou contato profissional, visitou o local e disse que o projeto não avançou, afastando acusações.
Eike Batista também aparece em e-mails, com menções a sua presença em locais determinados. Há ainda menção à ex-mulher de Eike, Luma de Oliveira, em intercâmbios entre Epstein e o ex-agente de modelos Jean-Luc Brunel, sem indícios de crime.
As mensagens discutem negócios, incluindo um projeto portuário no Brasil, e citam encontros com a família Marinho, proprietária da Rede Globo. Também há referência ao Banco Itaú, associado de famílias atuantes no setor financeiro, sem relação com atividades criminosas de Epstein.
O médium João de Deus é citado em um e-mail de 2020 que menciona o suicídio da ativista Sabrina Bitencourt, denunciando abusos por ele. A mensagem relata uma acusação antiga de que Epstein teria oferecido dinheiro a Bitencourt, mas não há confirmação judicial.
Documentos também citam políticos brasileiros. Em 2018, Epstein elogiou o então candidato Jair Bolsonaro, em uma troca de mensagens. A comunicação envolvendo Lula é citada como ligação telefônica mediada por Noam Chomsky, durante o período em que o petista estava preso em Curitiba.
Luciana Gimenez aparece nos registros do Departamento de Justiça dos EUA, com transferências financeiras indicadas como destinadas a ela. Contudo, as origens dos recursos não ficam claras e não há evidência de ligação direta com Epstein, segundo o material divulgado.
Gimenez negou qualquer relação com Epstein ao publicar um comunicado em suas redes. Um vídeo antigo de Silvio Santos, divulgado com os novos arquivos, mostra uma pegadinha que circula entre as imagens do material, sem contexto formal.
No conjunto geral, os arquivos sugerem que Epstein buscava contatos políticos, empresariais e culturais no Brasil, avaliando até a compra de agências de modelos e o patrocínio de concursos de beleza como meios de aliciar jovens.
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