- O mundo não é mais dividido entre blocos fixos; passa a haver cooperação baseada em problemas.
- Líderes de várias nações visitam Pequim, sinalizando engajamento com a China em termos próprios, sem alinhamento total com o Ocidente.
- A União Europeia busca mais autonomia estratégica, atuando de forma independente em regulação, economia e influência normativa.
- Existem divergências entre EUA/aliados e China em áreas como comércio, acesso a mercado e políticas industriais, mesmo com avanços na dialogue entre UE e China.
- A governança global avança para plataformas pós-bloco, com países “médios” moldando coalizões por interesses específicos e a China mantendo papel central em cadeias de suprimentos e instituições multilaterais.
O cenário internacional caminha para cooperação por temas, não mais por blocos. China e Europa não se alinham nem competem de forma uniforme, mas escolhem colaborar conforme interesses comuns.
Vários líderes visitam Pequim, sinalizando mudança. Macron, Lee Jae-myung, Martin, Carney e Starmer estiveram no país; Merz deve chegar em fevereiro; Trump está previsto para abril. A pauta é mútua: diálogo e acordos setoriais.
Essa tendência surge da erosão da ordem pós-Guerra Fria. A União Europeia busca autonomia estratégica, enquanto Washington reduz sua liderança multilateral. O resultado é a emergência de um polo europeu independente, com poder regulatório e peso econômico.
Mudanças na governança global
Apesar de convergências, permanecem divergências em comércio, acesso a mercados e políticas industriais. A UE atua como ponte entre Beijing e seus membros, mantendo vínculos com os EUA e buscando acordos que atendam seus interesses.
No comércio, acordos multilaterais passam a ser guiados por regras e interesses mútuos, não por alinhamentos ideológicos. A cooperação com a China avança em áreas como indústria verde, cadeias de suprimentos e tecnologia, sob regras comuns.
Tanto a UE quanto a China defendem a manutenção de uma ordem multilateral baseada nas Nações Unidas e na reforma da OMC, incluindo o restabelecimento de mecanismos de solução de controvérsias. O esforço é fortalecer instituições sem bloquear parcerias.
A dinâmica contemporânea molda relações entre potências médias e grandes. Cada grupo privilegia coalizões por tema, desde clima até governança de IA, com ênfase em interesses nacionais. A multipolaridade se consolida sem blocos rígidos.
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