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Reações à condenação de 20 anos de Jimmy Lai em caso de segurança

Sentença de vinte anos a Jimmy Lai, em Hong Kong, por três crimes de segurança, gera reação internacional e acende o debate sobre a liberdade de imprensa

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Hong Kong media tycoon Jimmy Lai to be sentenced in the landmark national security trial
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  • Jimmy Lai, empresário de mídia de Hong Kong, foi condenado a 20 anos de prisão ao todo em três acusações de segurança: duas por conspiração para sublevar forças estrangeiras e uma por publicação de materiais sediciosos.
  • A sentença foi anunciada em Hong Kong nesta segunda-feira, 9 de fevereiro.
  • Reações internacionais destacam a gravidade do caso: Jodie Ginsberg, CEO do Committee to Protect Journalists, afirmou que o estado de direito está destruído e pediu pressão global para libertar Lai.
  • Ativistas e especialistas também comentaram: Chu Mei-ying, 71, pediu redução da pena e citou o impacto na imprensa local; Elaine Pearson, da Human Rights Watch, disse que a sentença é cruel e injusta e demonstra a determinação do governo chinês de silenciar a imprensa independente.
  • Um ex-repórter da Apple Daily, com sobrenome Wong, afirmou que as “linhas vermelhas” passaram a fazer parte das sentenças e que a indústria de notícias ficará ainda mais fragilizada.

O magnata da mídia de Hong Kong, Jimmy Lai, foi condenado a 20 anos de prisão, somando três crimes de segurança: duas acusações de conluio para colidir com forças estrangeiras e uma de publicação de materiais sediciosos. A sentença foi anunciada nesta segunda-feira, em Hong Kong, segundo a Reuters. Lai tem 78 anos.

A decisão ocorre em meio a um endurecimento político na região, com autoridades destacando a defesa da segurança nacional. A condenação amplia o histórico de ações contra a imprensa independente em Hong Kong, alvo de críticas internacionais. Lai já enfrentava acusações desde o passado.

O caso envolve a repressão a atividades de Apple Daily, veículo ligado a Lai, que teve suas operações encerradas. A sentença é vista por críticos como marco de limitações para a liberdade de imprensa na cidade.

Reações internacionais

Jodie Ginsberg, CEO do Committee to Protect Journalists, descreveu a decisão como um ataque à liberdade de imprensa e pediu pressão internacional pela libertação de Lai. Segundo Ginsberg, o Estado de Hong Kong teria rompeu o estado de direito.

Chiu Mei-ying, de 71 anos, apoiadora de Lai, afirmou preocupação com o impacto na sociedade de Hong Kong. Ela mencionou a perda de veículos de informação locais e a migração de leitores para plataformas online.

Elaine Pearson, diretora para a Ásia da Human Rights Watch, classificou a sentença como desproporcional e afirmou que demonstra a determinação do governo chinês de sufocar a imprensa independente e críticos do Partido Comunista.

Um ex-reporter do Apple Daily, identificado apenas como Wong, indicou que as sentenças estabelecem limites mais rígidos para a imprensa. Segundo ele, essa tendência pode ampliar o cerco sobre o setor e reduzir ainda mais a cobertura jornalística.

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