- O ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos afirma que o mundo vai por um caminho equivocado, destacando riscos como guerra nuclear, mudanças climáticas, pandemias e inteligência artificial.
- Em entrevista de foro internacional, Santos foi visto ativo no cenário global e pediu diálogo entre governos de esquerda e direita para a região, defendendo cooperação e soluções comuns.
- Sobre a Venezuela, ele classificou a intervenção militar dos Estados Unidos como impecável do ponto de vista técnico, mas ilegal, e ressaltou a necessidade de uma rota de transição democrática rápida com participação de oposição.
- Santos criticou o chavismo, mencionando a influência de Donald Trump sobre Delcy Rodríguez e defendendo uma transição que inclua oposição com plenas garantias democráticas.
- Ao completar dez anos do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, ele expressou frustração com a implementação pelos governos seguintes, apesar de orgulho pelo legado e pela participação contínua dos signatários.
Juan Manuel Santos, ex-presidente da Colômbia, manteve forte presença no cenário internacional após participar de um fórum econômico em Panamá e seguir para o Valle del Cauca. Em ambos os eventos, ele reforçou a importância da paz, da cooperação regional e de debates sobre Venezuela, Trump, Petro e o cenário global.
No Panamá, Santos foi um dos nomes mais requisitados do encontro organizado pelo CAF, com apoio do Grupo Prisa e do World in Progress. O ex-líder foi visto cercado por dezenas de pessoas buscando selfies, sem evitar contatos.
Dias depois, Santos reuniu-se com ex-combatentes das FARC no norte do Valle del Cauca, comunidade que hoje se dedica à cafeicultura. A visita durou mais de sete horas, com foco em avaliações sobre o acordo de paz e seus desdobramentos.
Contexto internacional e avaliação da paz
Santos afirmou que a paz continua entre suas prioridades e que o legado inclui avanços e falhas na implementação do acordo com as FARC. O ex-presidente ressaltou a importância de manter diálogo e cooperação regional para enfrentar desafios compartilhados.
Venezuela e a intervenção estrangeira
O ex-líder avaliou a intervenção militar dos EUA na Venezuela em janeiro como uma operação militar eficaz, porém ilegal segundo o direito internacional. Ele criticou o precedente causado pela violação da soberania venezuelana, ao mesmo tempo em que apontou transtornos políticos no país.
Transição democrática na Venezuela e protagonismo regional
Sobre o futuro político venezuelano, Santos enfatizou a necessidade de traçar uma rota de transição democrática. Defendeu participação de oposição e anterior protagonismo de instituições reconhecidas pela comunidade internacional para acelerar o processo.
Diálogo regional e cooperação entre nações
O ex-presidente sugeriu que campanhas de diálogo devem acontecer entre lideranças de diferentes campos ideológicos. Em sua visão, Chile, Colômbia e outras nações podem colaborar para superar tensões regionais.
O papel de Iván Duque, Petro e a paz
Santos avaliou que a implementação do acordo de paz foi menos eficaz nos governos subsequentes. Atribuiu a lentidão à falta de continuidade de políticas que consolidem o acordo com as FARC, enfatizando a importância de manter compromissos estabelecidos.
Perspectivas de cooperação prática
O debate incluiu propostas de ações conjuntas entre países latino-americanos, como produção comum de equipamentos de defesa e cooperação no combate ao crime organizado. A ideia é ampliar economias de escala sem dependência de soluções exclusivas por país.
Trégua ou progresso diplomático entre Petro e Trump
Santos comentou a reunião entre Petro e Trump como um marco de aproximação diplomática. Espera avanços em cooperação no combate ao narcotráfico e na gestão de crises fronteiriças, com participação de países vizinhos.
Considerações finais sobre o legado de paz
O ex-presidente reiterou que o episódio de dez anos do acordo com as FARC continua vigente, com parte significativa de signatários mantendo o compromisso. A visão é de continuidade das bases legais já estabelecidas.
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