- Pelo menos quatro integrantes do Reform Front foram presos no Irã, incluindo Azar Mansouri, secretária-geral do grupo.
- Entre os detidos estão Ebrahim Asgharzadeh e Mohsen Aminzadeh; Mansouri atua como líder do Reform Front.
- A Shargh informou que pelo menos mais dois membros foram chamados ao Ministério Público na prisão de Evin, em Teerã.
- O porta-voz do Reform Front, Javad Emam, também foi preso; as acusações ainda não foram divulgadas.
- As prisões ocorrem em meio a uma campanha de prisões em massa para dissuadir protestos após o recente endurecimento contra os movimentos de reforma; o governo atribui violência a distúrbios e a inimigos externos.
O Partido União Nacional Iraniano pediu a libertação da secretária-geral Azar Mansouri, após sua prisão junto com outros membros do Front Reform, segundo a Shargh neste lunes. A confirmação veio no contexto de uma operação cujo objetivo é conter protestos que se intensificaram desde o mês passado.
A ofensiva de prisões em massa envolve figuras ligadas ao Front Reform, um guarda-chuva de reformistas moderados. Três dirigentes seniores teriam sido detidos no fim de semana, entre eles Ebrahim Asgharzadeh, Mohsen Aminzadeh e Azar Mansouri, que comanda o Front.
Além disso, a Shargh informou que pelo menos mais dois membros do Front foram convocados para se apresentarem diante do Ministério Público na prisão de Evin, em Teerã, na terça-feira. A informação foi confirmada por Hojjat Kermani, advogado de Mansouri.
O porta-voz do Front Reform, Javad Emam, também foi detido, segundo o depoimento de Kermani. Ainda não há detalhes sobre as acusações enfrentadas pelos detidos, segundo a agência ILNA, que citou o advogado.
O Judiciário estatal indicou, via Mizan, que quatro elementos políticos importantes ligados ao regime israelense e aos EUA teriam sido indiciados, sem entrar em detalhes. O governo tem feito ligações entre a violência das manifestações e supostos apoiadores externos.
Teerã atribui a violência relacionada aos protestos a vândalos e a supostos terroristas que, segundo o governo, contam com o apoio de inimigos regionais e globais. As detenções ocorrem em meio a uma onda de repressão após a repressão às manifestações do mês anterior.
O Front Reform já havia adotado posições críticas ao governo no passado. Em declarações anteriores, membros do grupo advertiram sobre riscos de colapso incremental se reformas profundas não forem implementadas, conforme relatórios internacionais.
Kermani afirmou que as recentes prisões não parecem estar ligadas a um processo judicial iniciado a partir daquela declaração do Front, mas não houve confirmação oficial sobre a conexão entre os casos.
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