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Hong Kong condena Jimmy Lai a 20 anos de prisão, símbolo do jornalismo livre

Hong Kong condena Jimmy Lai a vinte anos de prisão, a pena mais dura por delitos de segurança nacional, reforçando o cerco à imprensa independente

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Jimmy Lai, en el centro, durante su arresto en 2020.
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  • O Tribunal Superior de Hong Kong condenou Jimmy Lai a vinte anos de prisão, a pena mais alta já aplicada por delito relacionado à segurança nacional.
  • Lai é fundador do Apple Daily, jornal pró-democracia de Hong Kong, e foi considerado culpado de conspiração para coludir com forças estrangeiras e de sedição.
  • A sentença, anunciada após mais de cinco anos de processo, mantém parte das acusações sob a Lei de Segurança Nacional aprovada em 2020 por Pekín.
  • Além de Lai, outros oito réus no mesmo caso receberam penas entre seis e dez anos de prisão.
  • A decisão gerou reação internacional, com pedidos de libertação vindos do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Jimmy Lai, fundador do Apple Daily, foi condenado a 20 anos de prisão pelo Tribunal Superior de Hong Kong, em um veredicto relacionado a crimes de segurança nacional. A sentença representa a pena mais severa já aplicada nesse tipo de caso. Lai tem 78 anos.

O tribunal considerou Lai culpado de sedição por utilizar a influência do Apple Daily para desafiar autoridades de Pequim e Hong Kong. Também houve condenação por conspirar para obter apoio externo e exercer pressão internacional. Parte das condenações pode ser cumprida de forma simultânea.

O julgamento, que se estende há mais de cinco anos, é visto como um marco na aplicação da Lei de Segurança Nacional promovida por Pequim em 2020. A lei busca controlar atividades que sejam consideradas subversivas ou que apoiem externalidades proibidas.

A decisão ocorreu em meio a forte presença policial no entorno da corte de West Kowloon. Meios locais relatam que dezenas de seguidores de Lai aguardavam na sala desde a véspera, buscando um lugar para acompanhar a leitura do veredito.

Além de Lai, oito acusados no mesmo processo receberam sentenças entre seis e dez anos. Entre eles estão seis ex-funcionários do Apple Daily, um ativista e um assistente jurídico, todos ligados a crimes relacionados à segurança nacional.

A audiência reacendeu debates sobre o estado de direito em Hong Kong, com críticas de organizações internacionais de defesa da imprensa e de países ocidentais. Observadores apontam para o enfraquecimento de garantias jurídicas na cidade.

Reações internacionais enfatizam a pressão política associada ao caso. O governo britânico já pediu a libertação de Lai em ocasiões anteriores, e diplomatas americanos sinalizam possibilidades de novas aproximações para mediar a situação.

A Apple Daily encerrou atividades em 2021, após anos de controvérsia editorial e investigações legais. Lai esteve preso desde dezembro de 2020, com breves momentos de liberdade sob fiança em meio a novos processos.

O histórico de Lai envolve arrestos anteriores por participação em assembleias e protestos, além de condenações por questões contratuais associadas ao Next Digital, grupo proprietário do jornal. O caso atual consolida a fama do empresário como símbolo de soberania de Hong Kong.

Hong Kong e China defendem que as ações são parte da defesa da ordem pública e da estabilidade. Críticos, por sua vez, argumentam que a sentença sublinha o endurecimento de regras para a imprensa crítica na cidade.

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