- Økokrim abriu inquérito para Mona Juul, ex-embaixadora na Jordânia e Iraque, suspeita de corrupção grave em relação ao Ministério das Relações Exteriores.
- Também investiga Terje Rød-Larsen, ex-diplomata e ex-presidente do International Peace Institute, por possível cumplicidade em corrupção grave.
- Juul pediu demissão e coopera com as investigações; Rød-Larsen também coopera e aguarda esclarecimentos.
- Documentos do caso indicam que Epstein deixou herança de 10 milhões de dólares para os dois filhos; Rød-Larsen foi nomeado executor do testamento em 2017 (posteriormente revogado).
- Registros sugerem que eles visitaram a ilha privada de Epstein em 2011, o que gerou repercussão na Noruega.
Dois diplomatas de alto escalão da Noruega estão sob investigação das autoridades do país por possíveis relações com Jeffrey Epstein, o financista americano já falecido. A apuração envolve Mona Juul, ex-embaixadora na Jordânia e no Iraque, e Terje Rød-Larsen, ex-diplomata e ex-presidente do International Peace Institute (IPI).
O grupo de crimes financeiros Økokrim confirmou abertura de inquérito para apurar suspeitas de corrupção grave relacionadas ao trabalho de Juul no Ministério das Relações Exteriores e, em paralelo, possível conluio de Rød-Larsen nesses mesmos fatos. A investigação é descrita como abrangente e de caráter prolongado.
Pål Lønseth, chefe da Økokrim, afirmou que o objetivo é esclarecer se houve atos criminosos e que serão examinadas eventuais vantagens recebidas por Juul em função de sua posição. Ambos os advogados informaram que os clientes colaboram com as autoridades e esperam o esclarecimento das acusações.
Juul anunciou sua resignação como embaixadora e deixou o posto no fim de semana, após divulgar a decisão. Espen Barth Eide, ministro das Relações Exteriores, destacou que a proximidade com Epstein expôs um erro de julgamento grave, dificultando a manutenção da confiança necessária ao cargo.
Os advogados de Juul e Rød-Larsen negam responsabilidade definitiva e ressaltaram a cooperação total com as investigações. O casal foi vinculado a uma rede de diplomatas que facilitou os Acordos de Oslo entre 1993 e 1995, ampliando o interesse público sobre o caso.
Segundo os materiais divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, Epstein teria deixado um legado financeiro para os dois filhos de Juul e Rød-Larsen, com detalhes que estão sendo analisados pela Justiça. A documentação também aponta a nomeação de Rød-Larsen como executor de testamento em 2017, posteriormente revogada.
Rød-Larsen reconheceu publicamente o relacionamento com Epstein e, em 2020, deixou a direção do IPI. A imprensa descreve que o casal visitou a ilha particular de Epstein com os filhos em 2011, em uma viagem que gerou mensagens de agradecimento do marido àquele empresário, segundo conteúdos atribuídos aos arquivos.
A divulgação do caso ocorreu após a retirada de Juul do cargo e acentuou tensões políticas no país. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que continuará colaborando com as investigações para esclarecer todos os fatos.
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