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Meloni critica deriva iliberal após comediante abandonar programa de TV

Meloni acusa oposição de silenciar críticos da cultura; Pucci deixa Sanremo após insultos e ameaças, ampliando debate sobre controle de mídia e artes

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Milano Cortina 2026 Olympics - Opening Ceremony - San Siro Stadium, Milan, Italy - February 06, 2026. Italian Prime Minister Giorgia Meloni during the opening ceremony REUTERS/Yara Nardi/File Photo
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  • O comediante Andrea Pucci deixou a participação no festival de Sanremo após ataques e ameaças recebidos, após a emissora estatal RAI anunciar que ele seria apresentador por uma noite.
  • A primeira-ministra Giorgia Meloni defendeu Pucci, dizendo que é lamentável artistas serem forçados a abandonar o trabalho por clima de intimidação.
  • O centro-esquerda acusa o governo de promover uma purga cultural, enquanto aliados de Meloni veem críticas como reação a um suposto monopólio da esquerda sobre cultura.
  • A RAI é apontada como foco do debate, com interlocutores críticos chamando o canal de “TeleMeloni” por ter muitos cargos ligados ao governo.
  • A discussão acontece num momento de tensões culturais na Itália, que incluem reportagens sobre gafes de jornalistas ligados ao governo durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno.

O primeiro-ministro italiano Giorgia Meloni pediu aos opositores de centro-esquerda que não tentem silenciar críticos da cultura e da imprensa, após o comediante Andrea Pucci abandonar o lineup do Festival de Sanremo. Pucci disse ter recebido insultos e ameaças após a emissora estatal RAI anunciá-lo como coapresentador por uma noite.

Pucci, conhecido por humor arriscado, havia sido inicialmente confirmado para participar do principal festival musical da Itália, que ocorre ao longo de uma semana em Sanremo. A decisão dele de sair ocorreu no domingo, segundo relatos, citando o desgaste causado pela reação pública.

A saída gerou reação de Meloni, que afirmou que é grave em 2026 artistas se sentirem obrigados a abandonar trabalhos por clima de intimidação. A recusada participação de Pucci ampliou o debate sobre liberdade de expressão e controle cultural.

Críticos de governo acusaram o premiê de favorecer uma espécie de purga cultural, ligada ao bloco de governo desde 2022. Por sua vez, ministros reiteraram que não houve censura, apenas escolhas de agenda e de público.

O conflito também envolve a RAI, já associada a influências políticas. Críticos a apelidaram de TeleMeloni, apontando nomeação de apoiadores do governo em cargos-chave na empresa pública.

O episódio coincide com controvérsias sobre imprensa e artes na Itália, incluindo a cobertura de eventos como a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, marcada por falhas de apresentação e interpretações questionáveis.

Contexto político e cultural

  • O centro-direita sustenta que o debate público está sendo comprometido por pressões oposicionistas.
  • A oposição afirma haver tentativa de controle de conteúdo na mídia e nas artes.

A pressão sobre figuras públicas e instituições de mídia segue como tema central da disputa entre governo e oposição, com impactos ainda incertos para a carreira de Pucci e para a cobertura de Sanremo pela televisão italiana.

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