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Diplomata norueguês renuncia por ligações com Epstein

Diplomata norueguesa Mona Juul deixa o cargo por vínculo com Jeffrey Epstein, reconhecendo falha grave de julgamento em escândalo que se amplia

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
U.N. Security Council's emergency meeting, amid Russia's invasion of Ukraine, in New York City
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  • A diplomata Mona Juul anunciou saída do cargo de embaixadora da Noruega na Jordânia e no Iraque por “falta séria de julgamento” devido a ligações com Jeffrey Epstein.
  • A Noruega tinha suspenso Juul do cargo enquanto investigava os vínculos encontrados em arquivos do governo dos Estados Unidos.
  • O ministro de Relações Exteriores, Espen Barth Eide, afirmou que o contato de Juul com Epstein compromete a confiança necessária para a função.
  • A Noruega também iniciou a revisão de concessões ao International Peace Institute, think tank de Nova York ligado ao marido de Juul, Terje Roed-Larsen.
  • Juul e Roed-Larsen já estiveram ligados a negociações do Oslo I e II (Acordos de Oslo); várias personalidades norueguesas, incluindo a princesa Mette-Marit, já reconheceram ligações com Epstein.

A pasta diplomática da Noruega informou no domingo que a embaixadora Mona Juul deixará o cargo, após um “grande erro de julgamento” devido a vínculos com Jeffrey Epstein. Juul deixa a posição de embaixadora na Jordânia e no Iraque.

A saída ocorre após suspensão de Juul, anunciada no início da semana, para uma apuração interna sobre ligações com Epstein, identificadas em um conjunto de documentos liberados pelo governo dos EUA.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o contato de Juul com Epstein revela falha grave de julgamento, o que compromete a confiança necessária para a função.

Mona Juul, 66 anos, já ocupou cargos de destaque, incluindo ministra júnior do governo e embaixadora de Israel, do Reino Unido e na Organização das Nações Unidas.

Na mesma semana, na Grã-Bretanha, Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer, anunciou demissão, assumindo a responsabilidade por aconselhar a nomeação de Mandelson aos EUA, apesar de ligações com Epstein.

Um advogado de Juul informou que a diplomata pediu a renúncia voluntária para cumprir seu trabalho, ressaltando a cooperação com o Ministério das Relações Exteriores para esclarecer os fatos.

O ministério também iniciou uma revisão sobre as grant passadas ao International Peace Institute (IPI), think tank de Nova York dirigido por Terje Roed-Larsen até 2020.

Roed-Larsen, 78, chegou a ser ministro de gabinete em 1996 e já pediu desculpas por sua ligação com Epstein, segundo o advogado dele.

O IPI não respondeu a um pedido de comentário e não houve confirmação de novas ações ou investigações adicionais.

Juul e Roed-Larsen ganharam destaque ao facilitar os Acordos de Oslo (1993-1995), vistos como marco no processo de paz entre Israel e Palestina, ainda que a paz permaneça incompleta.

Outras personalidades norueguesas também tinham vínculos com Epstein, incluindo a princesa Mette-Marit, que pediu desculpas publicamente na sexta-feira em relação à relação com Epstein, segundo comunicado do palácio.

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